Suspeitos foram flagrados recebendo mercadorias em esquema de estelionato eletrônico.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um homem e uma mulher foram presos em flagrante em Nilópolis, na Baixada Fluminense, suspeitos de integrar um esquema de compras online com cartões fraudados, informa reportagem do portal G1. A ação foi conduzida por agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 57ª DP (Nilópolis), após investigação que identificou o uso indevido de contas de terceiros.

De acordo com as apurações, os suspeitos acessavam perfis de clientes pela internet e utilizavam cartões já cadastrados nessas contas para realizar compras em plataformas de comércio eletrônico.
Investigação
O caso teve início quando uma instituição financeira detectou movimentações suspeitas envolvendo contas de clientes. A partir do alerta, a polícia passou a monitorar as transações e identificou um endereço de entrega em São João de Meriti associado a diversas compras irregulares.
Segundo os investigadores, o local teria sido utilizado em pelo menos 12 aquisições feitas com cartões fraudados, o que levantou suspeitas sobre a atuação de um possível esquema estruturado.
Com base nas informações obtidas, os agentes acompanharam a entrega de uma nova encomenda prevista para o fim de semana. A estratégia permitiu a abordagem dos suspeitos no momento em que recebiam a mercadoria.
– Ainda de acordo com a empresa de logística, uma das compras seria realizada nesse final de semana. A partir dessa informação, a equipe monitorou a entrega e conseguimos realizar a prisão em flagrante dos criminosos no momento que eles recebiam a mercadoria – afirmou a delegada Isabella Conti.
No local, foi presa Vitória Moreira da Silva, que recebeu o produto no último sábado. Também foi detido Ciro Pereira da Silva Filho, que se apresentou como destinatário da encomenda.
Celular roubado
Durante a abordagem, os policiais constataram que o celular utilizado pela mulher havia sido registrado como roubado em 2023. Os dois foram encaminhados à delegacia, onde permaneceram à disposição da Justiça.
A Polícia Civil investiga a origem dos dados utilizados nas fraudes e apura a possível participação de outros envolvidos no esquema. Até a última atualização do caso, a defesa dos suspeitos não havia sido localizada.