Segundo a apuração, investigados comercializavam produtos sem autorização da Anvisa pelas redes sociais.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira, a Operação Mounjaro Delivery para investigar a venda irregular de canetas emagrecedoras e outros produtos sem autorização sanitária. A ação é conduzida pela Delegacia do Consumidor e tem como foco um homem e uma mulher suspeitos de atuar nas redes sociais.

De acordo com os investigadores, os produtos comercializados não tinham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possuíam origem desconhecida, o que levanta preocupações quanto à segurança dos consumidores.
Regiões
Agentes saíram para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. As diligências ocorreram no bairro de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, onde fica a residência do casal, e no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, local onde funciona uma loja de venda de veículos associada aos investigados.
A operação mobilizou equipes para apreender materiais e reunir provas que possam esclarecer a dimensão do esquema.
A ação tinha como alvo Laryssa de Souza Gonçalves e Tanan Antony Sant’Anna Machado, suspeitos de comercializar medicamentos e produtos terapêuticos de origem desconhecida pelas redes sociais. Eles foram presos em flagrante por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.
Durante a ação, segundo a polícia, os suspeitos tentaram se desfazer dos produtos ao arremessá-los pelo telhado do imóvel. A estratégia, no entanto, não teve sucesso, e os itens foram recuperados e entregues aos agentes.
O material recolhido deve passar por análise para identificação da origem e da composição dos produtos comercializados.
Venda irregular
As investigações apontam que, além das canetas emagrecedoras, o casal também atuaria na venda de roupas e perfumes falsificados. A atuação pelas redes sociais é um dos focos da apuração, que busca identificar o alcance da comercialização e possíveis vítimas.
A polícia investiga crimes relacionados à venda de produtos sem autorização sanitária e práticas que podem configurar infrações contra o consumidor.