Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2026

Operação no Rio mira comércio irregular de canetas emagrecedoras

Polícia Civil do Rio deflagra operação contra venda irregular de canetas emagrecedoras sem autorização da Anvisa. Saiba mais sobre os envolvidos e os desdobramentos.

Segunda, 06 de Abril de 2026 às 14:43, por: CdB

Segundo a apuração, investigados comercializavam produtos sem autorização da Anvisa pelas redes sociais.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira, a Operação Mounjaro Delivery para investigar a venda irregular de canetas emagrecedoras e outros produtos sem autorização sanitária. A ação é conduzida pela Delegacia do Consumidor e tem como foco um homem e uma mulher suspeitos de atuar nas redes sociais.

Operação no Rio mira comércio irregular de canetas emagrecedoras | Caixa de caneta falsificada foi jogada por alvos da operação pelo telhado
Caixa de caneta falsificada foi jogada por alvos da operação pelo telhado

De acordo com os investigadores, os produtos comercializados não tinham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possuíam origem desconhecida, o que levanta preocupações quanto à segurança dos consumidores.

Regiões

Agentes saíram para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. As diligências ocorreram no bairro de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, onde fica a residência do casal, e no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, local onde funciona uma loja de venda de veículos associada aos investigados.

A operação mobilizou equipes para apreender materiais e reunir provas que possam esclarecer a dimensão do esquema.

A ação tinha como alvo Laryssa de Souza Gonçalves e Tanan Antony Sant’Anna Machado, suspeitos de comercializar medicamentos e produtos terapêuticos de origem desconhecida pelas redes sociais. Eles foram presos em flagrante por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.

Durante a ação, segundo a polícia, os suspeitos tentaram se desfazer dos produtos ao arremessá-los pelo telhado do imóvel. A estratégia, no entanto, não teve sucesso, e os itens foram recuperados e entregues aos agentes.

O material recolhido deve passar por análise para identificação da origem e da composição dos produtos comercializados.

Venda irregular

As investigações apontam que, além das canetas emagrecedoras, o casal também atuaria na venda de roupas e perfumes falsificados. A atuação pelas redes sociais é um dos focos da apuração, que busca identificar o alcance da comercialização e possíveis vítimas.

A polícia investiga crimes relacionados à venda de produtos sem autorização sanitária e práticas que podem configurar infrações contra o consumidor.

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