Apenas 10 dias após a cerimônia, o parlamentar apresentou no Senado a proposta que ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, se aprovada, poderia levar à falência do mecanismo de proteção aos investidores.
Por Redação – de Brasília
A presença do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na festa de casamento de Maria Eduarda Portela Nogueira, filha do senador Ciro Nogueira (PP-PI), realizado em agosto de 2024, reforça a tese da Polícia Federal (PF) quanto à proximidade do suspeito de gerar “a maior fraude financeira de todos os tempos”, segundo definiu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Nogueira, líder da oposição bolsonarista no Senado.

Apenas 10 dias após a cerimônia, o parlamentar apresentou no Senado a proposta que ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, se aprovada, poderia levar à falência do mecanismo de proteção aos investidores. As conversas extraídas do celular de Vorcaro ocorreram em julho de 2024 com trocas de mensagens entre o suspeito e sua então namorada, Martha Graeff, nas quais menciona o casamento e demonstra interesse em levá-la junto.
Nas mensagens, Martha pergunta qual é o sobrenome de Ciro e se ele seria pai de ‘Duda’, apelido de Maria Eduarda. Em seguida, afirma que uma amiga conhece a noiva. Vorcaro responde dizendo que gostaria que ela o acompanhasse na festa.
Proposta
Dias após o casamento, em 13 de agosto, Vorcaro comentou com a companheira sobre a proposta legislativa apresentada por Ciro Nogueira. O Projeto de Lei (PL) ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta foi rejeitada, na Casa.
Na conversa com Graeff, o agora preso demonstrou entusiasmo com a iniciativa e afirmou que o senador “soltou um Projeto de Lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Esta todo mundo louco (sic)”.