Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2026

Homem é executado no Irã por participação em protestos

Segundo Judiciário iraniano, militante supostamente agiu em nome de Israel e dos EUA durante protestos antigovernamentais em janeiro.

Domingo, 23 de Agosto de 2026 às 13:50, por: CdB

Segundo Judiciário iraniano, militante supostamente agiu em nome de Israel e dos EUA durante protestos antigovernamentais em janeiro.

Por Redação, com DW – de Teerã

O Irã executou neste domingo um homem condenado por agir em nome de Israel e dos Estados Unidos durante protestos antigovernamentais em janeiro, informou o site do Judiciário iraniano.

Laço de forca em manifestação contra pena de morte no Irã em manifestação na Alemanha

Muitas pessoas foram executadas no país em decorrência das manifestações, que eclodiram em dezembro devido ao aumento do custo de vida e rapidamente evoluíram para um movimento de protesto em todo o país.

Segundo o site Mizan Online, Majid Adineh foi condenado por “incêndio criminoso, bem como por associação e conluio com a intenção de cometer crimes contra a segurança interna do país”.

O tribunal “o condenou à morte e ao confisco de todos os seus bens”, explicou o site. Embora o acusado tenha recorrido, o recurso foi negado e ele foi executado na manhã de domingo, acrescentou a publicação.

Mais de 3 mil mortes

De acordo com o site do Judiciário, Adineh e outro suspeito foram presos em 9 de janeiro na província de Alborz, a oeste de Teerã. Eles portavam “um revólver, munição, dois tasers, duas granadas de gás lacrimogêneo, uma motosserra recarregável e um galão de gasolina”, informou o relatório.

As manifestações antigovernamentais atingiram seu auge justamente entre os dias 8 e 9 de janeiro.

As autoridades iranianas relataram mais de 3 mil mortes decorrentes dos distúrbios e atribuíram a violência a “atos terroristas” orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel.

Início da guerra

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o número de execuções no Irã aumentou, com muitas delas ligadas aos protestos ou ao conflito.

As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas no ano passado — um número recorde desde 1989 —, segundo a Iran Human Rights, uma ONG sediada na Noruega, e a Together Against the Death Penalty (ECPM), sediada em Paris.

Segundo a Anistia Internacional, o Irã registra o segundo maior número de execuções no mundo, ficando atrás apenas da China.

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