De acordo com Araghchi, mediadores do Qatar apresentaram ideias ao governo iraniano e pretendem levá-las novamente a Washington antes de comunicar a resposta final dos Estados Unidos.
Por Redação, com ANSA – de Teerã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira que Teerã aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos à proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a imprensa estatal.

De acordo com Araghchi, mediadores do Qatar apresentaram ideias ao governo iraniano e pretendem levá-las novamente a Washington antes de comunicar a resposta final dos Estados Unidos.
“Os catarianos esperam que isso seja resolvido” até esta terça-feira, declarou o chanceler, que está em Nova York.
Segundo o ministro, as negociações atualmente estão concentradas exclusivamente no Estreito de Ormuz.
– A reabertura do estreito depende do cumprimento de certas condições que comunicamos à outra parte – disse.
“Flexibilidade”
Araghchi também negou que o Irã tenha demonstrado qualquer “flexibilidade” em relação ao acordo nuclear. De acordo com ele, não há, neste momento, novas concessões ou negociações sobre essa questão.
Além disso, o ministro classificou como “uma campanha de propaganda” as informações divulgadas por alguns veículos de comunicação de que Teerã teria alterado suas condições.
– Nossas condições para retornar aos acordos são claras, e nossas posições sobre questões nucleares são igualmente claras – declarou. Por fim, Araghchi reiterou que o Estreito de Ormuz é, no momento, o único tema em discussão e voltou a afirmar que sua reabertura depende da aceitação das condições apresentadas pelo governo iraniano.
– Peço que não se dê crédito a tais especulações ou à desinformação deliberada que vem sendo disseminada pela mídia – concluiu.
Na semana passada, o chanceler iraniano revelou que Teerã propôs aos Estados Unidos um plano de trégua na guerra iniciada pelos norte-americanos.
Entre as condições estão a interrupção dos ataques, inclusive no Líbano, em sete dias; o descongelamento dos ativos iranianos pelos EUA; a suspensão das sanções sobre o petróleo iraniano; o fim do bloqueio naval americano a Teerã; e, por fim, a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia.