O chefe de Estado também defendeu o recente memorando de entendimento com Washington, afirmando que o documento não contém cláusulas que impliquem capitulação ou exijam concessões por parte de Teerã.
Por Redação, com ANSA – de Teerã
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que os Estados Unidos não conseguiram alcançar seu principal objetivo, que seria o “colapso” de Teerã, e avaliou que o país enfrenta “uma guerra de grande escala nos âmbitos econômico, militar e de segurança”.

Em um discurso citado pela agência iraniana de notícias Mehr, o mandatário garantiu que a nação persa não se renderá aos americanos.
– O objetivo do inimigo era o colapso do Irã, mas isso não aconteceu. Ele bloqueia estradas e negocia com governos muçulmanos para impedi-los de firmar acordos com o Irã, visando forçar nossa rendição, mas jamais nos renderemos – declarou Pezeshkian.
O chefe de Estado também defendeu o recente memorando de entendimento com Washington, afirmando que o documento não contém cláusulas que impliquem capitulação ou exijam concessões por parte de Teerã. O político ainda reiterou a necessidade de superar o que descreveu como uma situação de “nem guerra nem paz”.
Pezeshkian explicou que as autoridades iranianas estão discutindo formas de superar esse impasse e chegar a um entendimento que preserve os princípios e valores do país. Além disso, o presidente afirmou que o conflito não oferece uma solução, enquanto a incerteza prolongada sobre uma possível retomada das hostilidades afeta negativamente a economia.
– Estamos travando uma guerra de grande escala nos âmbitos econômico, militar e de segurança. O inimigo alega que pode facilmente impor ao Irã as sanções mais devastadoras ou aterrorizantes, mas estamos resistindo a essa guerra desigual – afirmou.
Irã
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, avaliou que a campanha de pressão econômica do presidente americano Donald Trump contra o país faz parte do que descreveu como táticas de “intimidação” de longa data de Washington.
– A guerra econômica é um cenário recorrente e a mesma velha tática de intimidação na política americana. É um filme que já vimos muitas vezes, e sabemos como lidar com isso – concluiu.