As representações diplomáticas norte-americanas retomaram as atividades nesta segunda-feira, um dia após o primeiro turno das eleições brasileiras.
Por Redação, com CartaCapital – de Brasília
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados norte-americanos em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife retomaram nesta segunda-feira as operações normais, incluindo os serviços consulares. As representações estavam fechadas desde o último dia 2, quando o governo dos Estados Unidos suspendeu o atendimento presencial por “motivos de segurança”.

Em nota divulgada nesta segunda, o Departamento de Estado afirmou que a segurança dos cidadãos norte-americanos é prioridade para o governo Donald Trump.
“A Administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos norte-americanos. […] Continuaremos a fornecer informações oportunas sobre proteção e segurança aos cidadãos americanos no Brasil, ao mesmo tempo em que seguimos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança” , diz o texto.
O fechamento havia sido anunciado na quinta-feira, mas os Estados Unidos não detalharam publicamente qual ameaça havia motivado a decisão. Na sexta-feira, funcionários das missões diplomáticas foram orientados a trabalhar de casa.
A medida ocorreu no mesmo período em que a Polícia Federal realizou duas buscas, em São Paulo e no entorno do Distrito Federal, para investigar o suposto planejamento de ações contra instalações diplomáticas norte-americanas. Segundo a PF, as diligências foram preventivas e a apuração corre sob sigilo.
No domingo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as diligências não identificaram elementos concretos que apontassem para um risco efetivo contra a embaixada ou outras representações.
PF
Segundo Rodrigues, a PF recebeu a comunicação da embaixada, adotou medidas judiciais e realizou buscas. “De fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”, afirmou.
O episódio ocorreu paralelamente à abertura de uma apuração sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A investigação, ainda preliminar, foi iniciada após uma representação da Advocacia-Geral da União e encaminhada à Diretoria de Inteligência da PF.