Rio de Janeiro, 28 de Março de 2026

Consultoria constata aumento no nível de inadimplência dos aluguéis

A inadimplência de aluguéis no Brasil subiu em fevereiro, após quatro meses de queda. Entenda os fatores que impactam essa alta e o cenário econômico atual.

Sábado, 28 de Março de 2026 às 13:37, por: CdB

Segundo o diretor de Negócios para Imobiliárias da consultoria, “a alta da inadimplência de aluguel neste início de ano, apesar de pequena, acende um alerta de atenção após quatro quedas seguidas nos últimos meses no país.

Por Redação, com ACS – de São Paulo

A inadimplência de aluguel no Brasil registrou alta, em fevereiro, após quatro meses seguidos em queda, fechando o período com taxa de 3,35% ante 3,29% em janeiro – alta de 0,06 ponto percentual. Na comparação com fevereiro de 2025, quando o índice foi de 3,17%, a inadimplência em fevereiro deste ano apresenta uma alta de 0,18 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da plataforma de soluções tecnológicas e financeiras Superlógica.

Consultoria constata aumento no nível de inadimplência dos aluguéis | A assinatura de um contrato de aluguel agora pode ocorrer via digital
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Segundo o diretor de Negócios para Imobiliárias da consultoria, “a alta da inadimplência de aluguel neste início de ano, apesar de pequena, acende um alerta de atenção após quatro quedas seguidas nos últimos meses no país. O cenário exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13mil), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1 mil, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro.

 

Residenciais

A inadimplência de imóveis de R$ 2 a R$ 3 mil e R$ 3 a R$ 5 mil foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.

— Apesar dos imóveis residenciais de alta renda terem voltado a liderar com a maior taxa de inadimplência, a alta expressiva na faixa de até R$ 1.000 reforça a leitura de um aperto maior neste início de ano entre todas as classes sociais, mas em especial entre as famílias de menor renda — avaliou Gonçalves.

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1 mil continua com a maior taxa, de 7,98%, alta de 0,76 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,22%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13 mil, com 4,67%. Já a menor foi na faixa de R$ 5 a R$ 8 mil, de 4,09%.

Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos voltou a subir depois de três quedas seguidas, para 2,33%, após alcançar 2,15% em janeiro; a de casas subiu de 3,74% para 3,85%. Os imóveis comerciais também apresentaram alta, de 4,46% de inadimplência, em janeiro, para 4,75%, no último mês.

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