Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2026

Conselho de Segurança da ONU retoma análise sobre uso da força contra Irã

O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução do Bahrein para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, com possibilidade de uso da força, enfrentando resistência da Rússia e China.

Sábado, 04 de Abril de 2026 às 16:18, por: CdB

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira, mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada.

Por Redação, com Reuters – de Nova York, NY-EUA

O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar na próxima semana uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, o que poderia incluir o uso da força. A medida, no entanto, enfrente oposição da Rússia e da China, países com direito de veto nas resoluções do CS.

Conselho de Segurança da ONU retoma análise sobre uso da força contra Irã | Reunião do Conselho de Segurança da ONU
Reunião do Conselho de Segurança da ONU

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira, mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada. No entanto, diplomatas envolvidos no tema avaliam que a votação seja marcada para a próxima semana. 

O Estreito de Ormuz, na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também produtos agropecuários.

 

Passagem

O tráfego marítimo na área foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios.

O conflito praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo estreito, causando interrupções no fornecimento e alta do preço do petróleo.

O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira que autoriza “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial em Ormuz. 

 

Persa

O texto, entretanto, enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original. A China, que tem poder de veto como membro permanente do conselho, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz, em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma”. Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington; além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

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