Rio de Janeiro, 05 de Julho de 2026

El Niño, no início, já projeta intensidade máxima, indica relatório da ONU

Projeções da agência da ONU indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá superar a média em mais de 2°C, caracterizando um episódio de...

Domingo, 05 de Julho de 2026 às 15:57, por: CdB

Projeções da agência da ONU indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá superar a média em mais de 2°C, caracterizando um episódio de forte intensidade.

Por Redação, com BdF – de Nova York, NY-EUA

O fenômeno El Niño voltou a ganhar força e promete provocar mudanças significativas no clima nos próximos meses. Segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado neste domingo, o fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico, com previsão de atingir a máxima intensidade entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul.

ONU previu volta do El Niño em maio

Projeções da agência da ONU indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá superar a média em mais de 2°C, caracterizando um episódio de forte intensidade. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e pode impactar o clima em diversas regiões do mundo.

Entre os principais efeitos estão aumento de ondas de calor, mudanças no volume de chuvas, estiagens prolongadas em certas áreas e temporais mais frequentes em outras. A previsão também aponta temperaturas acima da média em grande parte dos continentes nos próximos meses.

 

Precipitações

No Brasil, os efeitos do El Niño já são aguardados. A tendência é de que a Região Sul e partes do Sudeste registrem chuvas acima da média, o que pode aumentar os riscos de temporais e alagamentos. Em contrapartida, regiões do Norte e do Nordeste poderão enfrentar redução de precipitações e períodos de seca mais severos. O meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, destacou em entrevista ao canal de TV por assinatura SBT News que “o El Niño faz parte de um ciclo climático natural, mas as previsões para este episódio chamam atenção pela sua intensidade”.

Bueno ressaltou que; além do Pacífico, outros fatores como as condições do Oceano Atlântico também influenciam o comportamento climático. Bueno também mencionou que as mudanças climáticas, resultantes de atividades humanas, podem tornar eventos como o El Niño ainda mais intensos.

As alterações climáticas previstas pelo fenômeno devem gerar impactos tanto no tempo quanto na saúde e no cotidiano da população. O calor intenso pode aumentar riscos de desidratação, insolação e complicações cardiovasculares, enquanto a fumaça gerada por queimadas pode agravar alergias e doenças respiratórias.

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