Rio de Janeiro, 29 de Junho de 2026

Irã rejeita reunião com os EUA após troca de ataques

A troca de hostilidades começou após os EUA acusarem o Irã de lançar drones contra navios mercantis no Estreito de Ormuz.

Segunda, 29 de Junho de 2026 às 10:56, por: CdB

A troca de hostilidades começou após os EUA acusarem o Irã de lançar drones contra navios mercantis no Estreito de Ormuz.

Por Redação, com ANSA – de Teerã, Washington

O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou as informações de que equipes técnicas iranianas e americanas se encontrariam nos próximos dias para discutir a implementação do acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, contradizendo declarações de autoridades dos Estados Unidos.


Painel de propaganda em Teerã, capital do Irã

– Não estão previstos encontros técnicos dos grupos de trabalho para esta semana – afirmou o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, citado pela televisão estatal de Teerã.

No domingo, o site Axios havia reportado, citando um alto funcionário americano, que Estados Unidos e Irã tinham concordado em suspender os ataques mútuos no Estreito de Ormuz e realizar um encontro nesta terça-feira, em Doha, no Qatar.

– Decidimos suspender toda atividade cinética – disse o funcionário, usando terminologia militar para ataques e ações bélicas.

Embarcações

Um segundo funcionário americano afirmou ao Axios que ambas as partes suspenderiam as hostilidades “por enquanto” e que “as embarcações poderiam se mover livremente” no estreito, enquanto os diálogos técnicos prosseguissem.

A troca de hostilidades começou após os EUA acusarem o Irã de lançar drones contra navios mercantis no Estreito de Ormuz. Em represália, Washington bombardeou estruturas militares da República Islâmica, que reagiu com ataques contra alvos norte-americanos no Oriente Médio.

As agressões levantam novas dúvidas sobre o futuro do acordo preliminar assinado por Washington e Teerã, enquanto negociadores tentam concluir um pacto definitivo dentro de 60 dias para colocar um ponto final na guerra iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.

O memorando firmado há quase duas semanas prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, porém o Irã alertou que navios só podem transitar pela via mediante autorização e utilizando rotas pré-determinadas.

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