As forças dos EUA bombardearam mais de 80 alvos da República Islâmica na última madrugada, em resposta às hostilidades contra três petroleiros.
Por Redação, com ANSA – de Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira o fim do cessar-fogo no Irã, após uma nova troca de ataques entre os dois países no Oriente Médio.

– No que me diz respeito, acabou – disse o mandatário norte-americano durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia. “Não quero mais ter nada a ver com eles”, acrescentou Trump, definindo os iranianos como “doentes” e “mentirosos”.
– São pessoas péssimas. Não quero desperdiçar meu tempo. Se os negociadores querem continuar falando… Mas eu não gosto deles – salientou.
As forças dos EUA bombardearam mais de 80 alvos da República Islâmica na última madrugada, em resposta às hostilidades contra três petroleiros que navegavam no Estreito de Ormuz na terça-feira. Segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), foram atingidos “sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, postos de radar costeiros, estruturas de mísseis antinavios e mais de 60 pequenas embarcações do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica no estreito e nos arredores”.
O objetivo era “enfraquecer a capacidade do Irã de atacar o comércio internacional que transita” por Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
Irã
Teerã, por sua vez, acusou os Estados Unidos de violarem o memorando de entendimento que havia levado a um cessar-fogo entre os dois países e atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait. “Qualquer sítio na região que apoie as forças dos EUA na violação da soberania e do território iraniano será um alvo legítimo”, disse o comando operacional do Exército da República Islâmica.
– Graves violações do memorando de entendimento pelos Estados Unidos; quebra das regulamentações no Estreito de Ormuz; ameaças persistentes de novos ataques; reintrodução de sanções ao petróleo. ataques no sul do Irã; agressão sionista contínua no Líbano. A era da intimidação e da extorsão acabou. Não leva a lugar nenhum. Não nos curvaremos – escreveu no X o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe dos negociadores do país.
Já o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que os bombardeios dos EUA contra o Irã eram “absolutamente necessários” e acusou Teerã de “violar a trégua ao atacar navios”. “Os Estados Unidos precisavam reagir com força”, salientou.
O memorando firmado há 20 dias previa um cessar-fogo completo no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz, porém o Irã alertou que navios só poderiam transitar pela via mediante autorização e utilizando rotas pré-determinadas.