Rio de Janeiro, 09 de Junho de 2026

Carta de Lula aos evangélicos é bem recebida por pastores de todo o país

A carta de Lula aos evangélicos aborda temas sociais e democráticos, buscando fortalecer o diálogo com igrejas e fiéis em ano eleitoral.

Terça, 09 de Junho de 2026 às 19:52, por: CdB

A missiva levanta reflexões sobre temas sociais, democracia e ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

Por Redação – de Brasília

A carta que o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou ao público evangélico, na véspera, em uma iniciativa que busca fortalecer o diálogo com igrejas e fiéis em meio ao cenário eleitoral de 2026, foi bem recebida por pastores de diferentes denominações. O documento foi apresentado durante o 4º Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do Partido dos Trabalhadores, realizado na Capital Federal.

Evangélicos
Os evangélicos são o grupo religioso que mais se aproxima da extrema direita

A missiva levanta reflexões sobre temas sociais, democracia e ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e representa um aceno especialmente a setores neopentecostais e procura aproximar valores da fé cristã de pautas defendidas pelo partido.

O texto aborda questões como combate à violência contra a mulher, defesa da democracia, proteção social e enfrentamento da desinformação. Ao mesmo tempo, evita temas que historicamente geram divergências entre parte do eleitorado evangélico e setores da esquerda, como direitos da população LGBTQIA+, questões de gênero e a descriminalização do aborto.

 

Religião

Em um dos trechos centrais, a carta critica o uso político da religião e faz referência a passagens bíblicas dos livros de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.

“Rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam do Evangelho como negócio”, afirma o documento.

A carta também manifesta preocupação com a disseminação de notícias falsas e discursos de ódio, defendendo que a religião deve ser um instrumento de união social.

“A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum”, destaca outro trecho.

 

Política

O documento ressalta ainda que os evangélicos não constituem um grupo político homogêneo e afirma não ter a intenção de representar todas as denominações religiosas existentes no país. A proposta apresentada pelos organizadores é associar a fé cristã a pautas como justiça social, proteção das populações vulneráveis e reforma agrária.

De acordo com integrantes do núcleo evangélico petista, essas bandeiras estariam alinhadas aos ensinamentos de Jesus e à tradição evangélica.

A aproximação com o eleitorado evangélico é considerada estratégica para o PT. Nas últimas eleições presidenciais, pesquisas de intenção de voto mostraram vantagem recorrente de candidatos ligados ao campo bolsonarista entre os eleitores desse segmento religioso, tornando o grupo um dos maiores desafios eleitorais para a legenda.

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