Relator do projeto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi indicado por Alcolumbre (União-AP) e tem conversado com parlamentares para discutir o impacto das guerras na atividade do agronegócio.
Por Redação – de Brasília
O Ministério da Fazenda, sob a direção do advogado Dario Durigan, tem buscado evitar que o Parlamento favoreça a Frente Parlamentar da Agricultura e, com isso, cause o deslocamento de perto de R$ 30 bilhões do Orçamento, ainda neste ano. Com o apoio do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (PSD-AP), poderá ir à votação o Projeto de Lei (PL) que prevê o uso do Fundo Social do pré-sal para refinanciar dívidas do agronegócio.

Relator do projeto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi indicado por Alcolumbre (União-AP) e tem conversado com parlamentares para discutir o impacto das guerras na atividade do agronegócio. Na semana passada, Calheiros reuniu-se, a portas fechadas, com Dario Durigan e se comprometeu a apresentar uma resposta ao setor, em meio à preocupação do governo com o endividamento no país.
— Temos um compromisso, dentro desse esforço de lidar com o endividamento, de também estender uma linha para o setor agropecuário do país. Vamos cumprir a etapa do diálogo para que então o senador Renan a senadora Teresa (Cristina, representante dos empresários), junto com o senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentem uma proposta ao Congresso — disse o ministro, à época.
Problema
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), por sua vez, destacou a importância do PL, mas disse que pretende trabalhar em uma proposta mais estruturante, capaz de atender agricultores de todo o país. Segundo ela, o Brasil enfrenta um problema grave de diversas ordens.
— Hoje nós temos juros altos, nós temos preços baixos das commodities, nós temos a guerra que está aumentando os custos de produção dos fertilizantes, nós temos o problema dos defensivos com a China, que tem proibido a entrada… enfim, nós temos uma tempestade perfeita — afirmou.
A parlamentar ruralista acrescentou, ainda, esperar que, nas próximas semanas, seja formado um grupo de trabalho para chegar a uma conclusão, votar a proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e encaminhá-la ao Plenário. Para a senadora, é fundamental que o problema da agricultura não seja tratado de forma fragmentada, como uma “colcha de retalhos”, e defendeu a construção conjunta de medidas estruturantes.
Tereza Cristina destacou que, embora o país tenha registrado uma grande safra neste ano, há preocupação com o futuro. Segundo a senadora, o PL em curso é parte da solução, mas precisa ser aprimorado e ampliado para avaliar a inclusão de outros segmentos.