A medida foi aprovada na Câmara dos Deputados, com maioria absoluta de votos, e chegou ao Senado há duas semanas, sem que Alcolumbre a tenha movimentado.
Por Redação – de Brasília
Senadores tanto da base governista quanto da oposição, em contato com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, pressionam para que a proposta pelo fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – comece a ser debatida já a partir desta semana. A pauta está confirmada para a reunião entre Alcolumbre e líderes partidários desta terça-feira.

A medida foi aprovada na Câmara dos Deputados, com maioria absoluta de votos, e chegou ao Senado há duas semanas, sem que Alcolumbre a tenha movimentado. Por decisão do presidente da Casa, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisará passar pela análise de uma comissão, antes de chegar ao Plenário.
Hora trabalhada
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na aprovação da PEC antes das eleições, como forma de aumentar seu capital político. Em rota de colisão com o Planalto, no entanto, Alcolumbre alega que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto; além de tramitar com a matéria “sem pressa”. O presidente do Senado teve seu relacionamento com o Planalto desgastado desde a rejeição do nome de Jorge Messias, advogado-Geral da União (AGU), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além da PEC, um texto alternativo encaminhado pela bancada do PL, de ultradireita, determina a remuneração por hora trabalhada e já recebeu despacho de Alcolumbre. A proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1, mas já enfrenta a oposição de parlamentares da base aliada ao governo.
— Essa proposta da oposição praticamente acaba com os direitos trabalhistas, no Brasil — protestou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).