Aprovada na Câmara, proposta que reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte salarial avança para o Senado e mobiliza trabalhadores por sua consolidação.
Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo
Geralmente o grito “a luta continua!” é ouvido depois de uma derrota.
Mas, no último dia 27, o grito foi ouvido depois de uma estrondosa vitória obtida pelos trabalhadores na Câmara Federal: a aprovação da PEC com a extinção da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário e um período de transição.

E a luta continua mesmo, porque agora a PEC precisa ser aprovada no Senado, também em duas votações com maioria qualificada e com os adversários tentando criar muitas e ridículas dificuldades.
É hora de continuar a luta procurando cada senador, cada bancada, cada partido em favor da redução.
Os sindicatos
Mas há outra continuidade necessária. Os sindicatos (principalmente aqueles das categorias que se beneficiarão diretamente da vitória) devem, mesmo antes da transição se efetivar, discutir meios e formas de garantir a aplicação da lei.
Também o ministério do Trabalho e Emprego deve continuar a luta com seu aparelhamento efetivo e contratação de funcionários aprovados em concurso visando a fiscalização das empresas onde se fizer necessário a intervenção.
E, sobretudo, é preciso continuar a luta pelo reconhecimento do presidente Lula que, atento ao clamor nacional, deu corpo na Câmara à vitória estrondosa.
João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.
As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil