A proposta de Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) também barra a contratação de um treinador estrangeiro.
Por Redação, com CartaCapital e ABr – de Brasília
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) apresentou um projeto de lei que proíbe a seleção brasileira de futebol de convocar jogadores que atuam fora do país e de ter um técnico estrangeiro. O atual treinador é o italiano Carlo Ancelotti.

Segundo a proposta, protocolada na última quarta-feira, devem representar a seleção apenas atletas registrados em clubes brasileiros. Além disso, treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes da comissão técnica devem ter nacionalidade brasileira.
Hauly alega na justificativa que o texto busca, por exemplo, “fortalecer o futebol brasileiro, estimular investimentos nos clubes nacionais e valorizar os treinadores brasileiros”.
A Mesa Diretora da Câmara ainda não enviou o projeto de lei às comissões.
Futebol de cegos
A quinta-feira foi de estreia para o Brasil no futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos, que ocorrem em Valledupar (Colômbia). A seleção pentacampeã mundial e paralímpica encarou o Panamá em Agustín Codazzi, cidade vizinha a sede do evento, que teve transmissão ao vivo online no canal da emissora pública Señal Colombia no YouTube.
A competição inicia o ciclo do Brasil para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, na modalidade. Em Paris (França), há dois anos, os brasileiros ficaram, pela primeira vez, fora do topo do pódio no futebol de cegos. Superada pela Argentina na semifinal, a seleção levou o bronze, ao derrotar a Colômbia na disputa do terceiro ligar. O título ficou com os anfitriões franceses.
Além da Paralimpíada, o Brasil passou em branco nos outros grandes eventos do último ciclo. Na Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina), os anfitriões foram campeões em cima da seleção brasileira. Os argentinos também levaram o título mundial em 2025, na cidade britânica de Birmingham. O time verde e amarelo foi o terceiro colocado.
O torneio do futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos reúne Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Panamá e Peru. Na primeira fase, as seleções duelam entre si em turno único. As duas melhores campanhas vão à final e quem ficar em terceiro e quarto decide o bronze.
Após a estreia, os brasileiros encaram a Colômbia, dona da casa, nesta sexta-feira. No sábado, no mesmo horário, será o reencontro com os argentinos. No domingo, às 20h30, os adversários serão os chilenos. A participação na primeira fase acaba na próxima segunda-feira, às 18h, contra os peruanos. A disputa do bronze será às 11h no dia 15, último dia do evento. A final ocorre mais tarde, às 18h.
Os Jogos Parasul-Americanos marcam a estreia de Julio Cesar Macena no comando da seleção brasileira. Ele substituiu Fábio Vasconcelos, ex-goleiro de futebol de cegos (única posição em que o atleta enxerga) e treinador que foi tricampeão mundial e paralímpico a frente do Brasil.
Na campanha do bronze em Paris, Cesinha (como é conhecido) era o chamador (membro da comissão técnica que fica atrás do gol adversário e orienta os jogadores de ataque). Em maio deste ano, o Brasil disputou os três primeiros amistosos do novo ciclo. Todos contra a França, em São Paulo, e com vitória brasileira: duas por 2 a 0 e uma por 5 a 0.
Segue o líder
O Brasil lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Parasul-Americanos. Após uma semana de disputas, a delegação verde e amarela acumula 68 pódios, sendo 31 deles no topo. Houve, ainda, 25 pratas e 12 bronzes. Os brasileiros têm 20 ouros a mais que a própria Colômbia, anfitriã, que aparece em segundo lugar na lista.
Para ter dimensão da campanha, o Brasil possui, em ouros, quase o total de medalhas da Colômbia (34) e mais que Venezuela (14) e Argentina (23), que ocupam o quarto e o quinto lugares do quadro, respectivamente. O Chile, com 37 pódios (10 douradas) é o terceiro.