Rio de Janeiro, 19 de Julho de 2026

Comércio com a China cresce e supera prejuízo no ‘tarifaço’ dos EUA

A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na...

Domingo, 19 de Julho de 2026 às 14:50, por: CdB

A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na geração de divisas para a economia brasileira.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O comércio entre Brasil e China avançou de tal forma, no primeiro semestre, que superou os prejuízos causados pelo ‘tarifaço’ determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O fluxo de mercadorias exportadas para a China amplia, assim, a importância do gigante asiático para a economia brasileira.

Comércio
As vendas do comércio se baseiam também nos resultados das exportações

Entre janeiro e junho, conforme apurou o diário Valor Econômico, em sua edição dominical, a corrente comercial bilateral cresceu 28,2% e alcançou US$ 106,7 bilhões, impulsionada tanto pelo aumento das exportações brasileiras quanto pela expansão das importações de produtos chineses.

Segundo o levantamento do jornalista Assis Moreira, em sua coluna no Valor Econômico, o desempenho contrasta diretamente com a evolução das trocas entre Brasil e EUA, que recuaram no mesmo período, em meio ao agravamento das tensões políticas e comerciais promovidas pelo governo do norte-americano.

 

Divisas

A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na geração de divisas para a economia brasileira.

O resultado evidencia não apenas o volume das vendas brasileiras ao país asiático, mas também a complementaridade entre as duas economias. A China continua sendo uma grande compradora de produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que fornece máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos e bens industriais essenciais para diferentes setores produtivos.

A expansão de 28,2% reforça uma tendência observada ao longo dos últimos anos: a China consolida-se como o principal parceiro comercial do Brasil e amplia sua relevância em áreas estratégicas, como infraestrutura, energia, tecnologia, agricultura e indústria.

 

Redução

Já o volume exportado para os EUA caiu 12,8% no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões. Os negócios brasileiros no mercado norte-americano recuaram 12,5%, enquanto as vendas dos Estados Unidos para o Brasil diminuíram 13%. O resultado foi um déficit comercial de aproximadamente US$ 1,5 bilhão para o Brasil.

A diferença em relação à parceria com a China, portanto, fica ainda mais significativa. Enquanto o comércio sino-brasileiro cresce e gera elevado superávit, as trocas com os Estados Unidos diminuem e produzem resultado negativo para o lado brasileiro.

Fontes oficiais citadas pelo colunista avaliam que a deterioração das relações com Washington não decorre de um desequilíbrio comercial relevante, mas de uma disputa essencialmente política e geopolítica.

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