Muitos locais registram longas filas, e a Comissão Eleitoral já admite a hipótese de ampliar o horário de votação.
Por Redação, com ANSA – de Jerusalém
Até as 14h (horário local) desta terça-feira, 44,9% dos eleitores já haviam votado nas eleições legislativas em Israel, um recorde de participação para esse horário em mais de 50 anos.

– Batemos todos os recordes registrados pela Comissão Eleitoral desde 1973; Nunca houve dados como esse – disse o diretor-geral do órgão, Din Livne. Essa cifra representa mais de 3,29 milhões de eleitores.
As urnas foram abertas às 7h e serão fechadas às 22h (17h em Brasília). Mais de 30 partidos disputam as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento unicameral de Israel, na primeira eleição no país desde os atentados terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos e deram início a uma guerra na Faixa de Gaza, com mais de 74 mil vítimas.
Muitos locais registram longas filas, e a Comissão Eleitoral já admite a hipótese de ampliar o horário de votação. Pesquisas de boca de urna devem ser divulgadas imediatamente após o fechamento das urnas, mas os resultados finais serão oficializados somente em 4 de novembro.
Eleição
O sistema eleitoral em Israel é o proporcional puro, ou seja, cada partido obtém um número de cadeiras equivalente à votação obtida, com cláusula de barreira de 3,25%.
O premiê Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, de direita, busca a reeleição e tem como principal adversário o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot, da legenda de centro Yashar. Independentemente do resultado, o vencedor terá de construir alianças para formar um governo.
– É um momento decisivo, sabemos o que está em jogo. Votem pelo futuro do Estado de Israel”, disse Netanyahu em uma mensagem nas redes sociais. “Existe apenas um modo de conseguir mudança e substituir Netanyahu: o Yashar deve ser o maior partido de Israel. Estamos levando o país para um novo rumo – declarou Eisenkot.