Rio de Janeiro, 16 de Junho de 2026

Trump promete buscar acordo de paz com a Rússia

Durante a cúpula do G7 em Évian, Trump promete esforços para um cessar-fogo na Ucrânia após reunião com Zelensky. Entenda os desdobramentos.

Terça, 16 de Junho de 2026 às 11:03, por: CdB

A declaração ocorreu à margem da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, após o americano se reunir com seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que “fará todo o possível” para que a Rússia faça um acordo de cessar-fogo.

Encontro de Trump com Zelensky à margem do G7 em Évian

A declaração ocorreu à margem da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, após o americano se reunir com seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

– Conversei agora com o presidente Zelensky e, no domingo, também falei com o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin – confirmou Trump, acrescentando que a conversa com o ucraniano foi sobre “as mesmas coisas: eles continuam lutando e perdendo soldados”.

– Algo assim não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial. Eu já resolvi oito guerras, pensei que esta seria a mais fácil de encerrar, mas, infelizmente, os dois líderes não são compatíveis, não conseguem se encontrar – frisou o mandatário de Washington.

Guerra

Após o anúncio do memorando de entendimento entre EUA e Irã, a guerra na Ucrânia ganhou destaque nos debates de hoje em Évian.

Na primeira sessão de trabalho do G7, com foco em “como construir a paz e a segurança para a Ucrânia e a Europa”, o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, recebeu Zelensky, Trump e outros líderes, como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

De acordo com fontes diplomáticas italianas que participaram do debate, três elementos muito claros emergiram da sessão, a começar por um “G7 muito unido”, com uma “mensagem de unidade do grupo em apoio a Zelensky”.

Já o segundo ponto foi o “fortalecimento do suporte no setor energético e na área de defesa aérea” na Ucrânia, enquanto o terceiro se voltou a “continuar e, se possível, aumentar” a pressão sobre Moscou, que continua a “parecer relutante em sentar-se à mesa de negociações”, como demonstram os “bombardeios de segunda-feira”.

Na madrugada de segunda-feira, em mais uma chuva de mísseis contra a Ucrânia, a Rússia destruiu parcialmente a Catedral da Dormição, igreja que integra o histórico Mosteiro das Cavernas de Kiev, complexo do cristianismo ortodoxo que é Patrimônio Mundial da Unesco.

Em retaliação, a Ucrânia atingiu uma refinaria de petróleo russo a “500 quilômetros de distância”, conforme escreveu Zelensky no X ao reforçar que “as armas de longo alcance da Ucrânia são um componente importante da pressão” para que Moscou ponha fim ao conflito, que completou quatro anos em fevereiro.

Nesta terça, o Kremlin voltou a comentar a proposta do mandatário de Kiev sobre se reunir com Putin.

– Caso ele [o presidente ucraniano] esteja pronto para conversar de modo sério e responsável, ele poderá vir até Moscou para se encontrar com Putin – declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência Ria Novosti.

Enquanto Zelensky participa como convidado da cúpula do G7 em Évian, Peskov garantiu que o presidente russo não recebeu “nenhum convite oficial” para comparecer ao evento.  

Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025