Rio de Janeiro, 29 de Julho de 2026

Otan enfrenta alerta sobre fragilidade de sua defesa antiaérea

O estoque atual de interceptores, desenvolvido com base na indústria em tempos de paz, não pode ser reabastecido com rapidez suficiente para acompanhar o...

Quarta, 29 de Julho de 2026 às 14:43, por: CdB

O estoque atual de interceptores, desenvolvido com base na indústria em tempos de paz, não pode ser reabastecido com rapidez suficiente para acompanhar o consumo diário.

Por Redação, com Sputnik – de Moscou

A falta de armamentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mostra que a vantagem quantitativa do Ocidente está se esvaindo em favor da Rússia, informa um veículo da mídia estadunidense.

Defesa aérea da Otan é vista como insuficiente diante da Rússia

A publicação observa que a experiência de combates na Ucrânia e no Irã prova que a defesa antiaérea dos EUA, inclusive o Patriot, é impotente perante mísseis e drones de baixo custo.

“Hoje, os números não favorecem o Ocidente […]. Não é possível produzir 50 mil mísseis Patriot por ano. Não temos a cadeia de suprimentos e não vale a pena fazê-lo, considerando o custo da arma”, ressalta a reportagem, citando o almirante Pierre Vandier, Comandante Supremo Aliado para a Transformação da Otan.

Segundo a matéria, os novos gastos maciços com mísseis Patriot e sistemas de combate a drones, embora substanciais, contribuem pouco para resolver a falha fundamental da doutrina ocidental de defesa antiaérea, que nunca foi concebida para repelir as investidas implacáveis e em grande escala agora observadas em zonas de combate ativas.

O estoque atual de interceptores, desenvolvido com base na indústria em tempos de paz, não pode ser reabastecido com rapidez suficiente para acompanhar o consumo diário necessário para derrotar, simultaneamente, ondas de drones de baixo custo e mísseis balísticos.

Ocidente

Surgiu, assim, um desequilíbrio crítico: o Ocidente carece de uma quantidade suficiente de armas baratas e produzíveis em massa para lidar com ataques em enxame, o que força os comandantes a utilizar interceptores caros e de alta tecnologia contra alvos relativamente baratos — uma equação insustentável a longo prazo.

Além disso, é apontado que o colapso dos acordos de controle de armas reacendeu uma corrida armamentista de mísseis de longo alcance na Europa, adicionando uma nova camada de ameaças que as redes de defesa antiaérea, já sobrecarregadas, não estão preparadas para enfrentar.

Dessa forma, a reportagem conclui que o amplo complexo de defesa ocidental permanece lento, paralisado por projetos obsoletos e gargalos de produção, o que deixa a Otan vulnerável a uma guerra de desgaste prolongada.

Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.

O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.

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