Grushko também observou que o volume de suprimentos de gás para a UE é agora incomparavelmente menor do que os registros passados.
Por Redação, com Sputnik – de Moscou
O gás natural liquefeito russo (GNL) ainda está entrando na União Europeia (UE), mas os volumes de fornecimento são menores do que no passado, disse o vice-ministro do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, em entrevista à agência russa de notícias Sputnik, nesta segunda-feira.

Recentemente, a mídia britânica escreveu, citando dados de analistas, que em janeiro-junho de 2026, a UE comprou quase 10 milhões de toneladas de gás do projeto Yamal LNG. De acordo com a publicação, isso é 18% mais do que no mesmo período do ano passado.
— Quanto ao quadro geral, de fato, nosso GNL segue indo — disse Grushko às margens do passado Fórum Econômico Oriental.
Balanço
Grushko também observou que o volume de suprimentos de gás para a UE é agora incomparavelmente menor do que os registros passados, quando a participação da Rússia no balanço de gás da UE era de cerca de 40%.
Moscou já reiterou que o Ocidente cometeu um grave erro ao se recusar a comprar recursos energéticos da Rússia, pois acabará caindo em uma nova e mais forte dependência, impulsionada por preços elevados. Além disso, os países ocidentais continuam comprando carvão, petróleo e gás russos, mas por meio de intermediários e a custos mais altos.
O presidente russo Vladimir Putin reiterou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo de seus adversários e que as sanções causaram um golpe severo em toda a economia mundial. Segundo ele, o principal objetivo do Ocidente é prejudicar a vida de milhões de pessoas.