Os Estados Unidos decidirão, segundo Trump, os próximos passos em relação à Venezuela.
Por Redação, com AP – de Miami (FL-EUA)
Presidente dos EUA, o magnata Donald Trump anunciou neste sábado, em pronunciamento realizado em sua mansão em Maralago, que os EUA “vão governar” a Venezuela até que resolvam permitir a transição de poder. Não há sinais visíveis, no entanto, de que os EUA estejam controlando o país, mesmo depois de capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O dirigente foi retirado do país em uma operação noturna, acompanhada por uma série de ataques que, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, “desarticularam as defesas aéreas venezuelanas”. O ataque completa meses de crescente pressão do governo Trump sobre a nação sul-americana rica em petróleo.
Os Estados Unidos decidirão, segundo Trump, os próximos passos em relação à Venezuela.
— Estaremos muito envolvidos nisso — afirmou o mandatário norte-americano, que adiantou a intenção de nomear uma empresa dos EUA para explorar o petróleo venezuelano. O país tem a maior reserva petrolífera do planeta.
Detonações
O ataque em si durou menos de 30 minutos e as explosões — pelo menos sete detonações — fizeram com que as pessoas corressem para as ruas, enquanto outras usavam as redes sociais para relatar o que tinham visto e ouvido. Segundo Trump, não houve baixas físicas ou equipamentos norte-americanos destruídos duante a ação.
O governo Trump sustenta que Maduro não é o líder legítimo da Venezuela e afirma que ele transformou o país em uma organização criminosa a serviço de narcotraficantes e grupos terroristas. Por lei, a vice-presidente Delcy Rodríguez deveria assumir o poder, mas não houve confirmação de que isso tenha ocorrido.
O governo de Maduro acusou os EUA de um “ataque imperialista” contra instalações civis e militares e incitou os cidadãos a irem às ruas, mas até o fechamento dessa matéria não foi constatada qualquer mobilização popular relevante, em território venezuelano.