No texto, o filho ’01’, como é conhecido o primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) escreveu que Lula seria “delatado”, após a captura por forças dos EUA do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Por Redação – de Brasília
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes atendeu ao pedido da Polícia Federal (PF) e determinou que a corporação abra inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devido a uma mensagem publicada em janeiro deste ano, em uma rede social.

No texto, o filho ’01’, como é conhecido o primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) escreveu que Lula seria “delatado”, após a captura por forças dos EUA do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu o senador em publicação em sua conta na rede X, antigo Twitter, em janeiro.
Golpe
O parlamentar é pré-candidato a presidente da República na eleição de outubro, quando deve enfrentar Lula, que buscará a reeleição.
Na decisão datada de segunda-feira, Moraes afirmou que, em sua publicação no X, Flávio imputou crimes a Lula. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido feito pela PF para investigar o senador, que por ter mandato parlamentar tem prerrogativa de foro no STF.
“Determino a instauração de inquérito em face de Flávio Nantes Bolsonaro, para apuração da suposta prática do crime de calúnia. Encaminhem-se os autos à Polícia Federal para adoção das providências cabíveis, no prazo de 60 dias”, ordenou Moraes.
Em nota divulgada nesta manhã, Flávio Bolsonaro disse que recebeu com “profunda estranheza” a decisão de Moraes.