Jefferson Dias da Silva ocupava a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico; circunstâncias da abordagem serão investigadas.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O ex-vereador de Queimados Jefferson Dias da Silva, conhecido como Jeferson da Linave, morreu após ser baleado por policiais na noite de segunda-feira, na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Ele ocupava o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, na Baixada Fluminense.

O ex-vereador de Queimados Jefferson Dias da Silva
Imagens que estão sendo compartilhadas nas redes sociais mostram o momento da perseguição policial. Em seguida, é possível ver ação contra o carro e ouvir disparos.
A ocorrência foi registrada enquanto Jefferson estava dentro de um carro branco da marca BYD. Ele foi atingido durante uma abordagem policial e morreu no local. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a dinâmica da ação nem sobre o que motivou a abordagem.
O caso provocou repercussão política em Queimados. O prefeito Glauco Kaizer (União) publicou uma mensagem de pesar nas redes sociais após a confirmação da morte.
Ao contrário do que indicavam as informações iniciais, Jefferson não era apenas ex-vereador: ele também exercia a função de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Registros do Diário Oficial de Queimados de 2026 incluem seu nome na estrutura da administração municipal.
Jefferson ficou conhecido na política local como Jeferson da Linave. Sua morte mobilizou representantes políticos do município, entre eles o prefeito, que manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
Em publicação nas redes sociais, Glauco Kaizer escreveu: “Neste momento de imensa tristeza, peço a todos que se unam em oração, intercedendo por seus familiares e amigos, para que as doces consolações do Espírito Santo alcancem seus corações”.
Investigação
As circunstâncias da morte ainda precisam ser esclarecidas. A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar devem apurar a ocorrência, incluindo as condições em que os disparos foram efetuados.
A perícia foi acionada para examinar o local, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A Delegacia de Homicídios da Capital deve acompanhar a investigação.
Até a última atualização, não havia informações oficiais que confirmassem a ocorrência de confronto ou esclarecessem o motivo da abordagem policial.
A ocorrência também afetou o trânsito na principal via expressa do Rio de Janeiro. Duas faixas da Avenida Brasil precisaram ser interditadas no sentido da Zona Oeste durante os procedimentos policiais e periciais.
O bloqueio provocou retenções no fluxo de veículos. Segundo as informações disponíveis, o trânsito foi liberado gradualmente após a atuação das equipes da CET-Rio, ainda na noite de segunda-feira.
Disque Denúncia
O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações sobre James Dean Chagas Lindoso, conhecido como Dean, de 44 anos. Ele é suspeito de atirar contra a arqueóloga e professora aposentada Tânia Andrade Lima, de 80 anos, durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio.

Na segunda-feira, a Polícia Militar fez uma operação para tentar prender James no Morro da Coroa, no Catumbi, na Região Central do Rio. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, mas não encontraram o suspeito.
O assalto aconteceu no último dia 15, na Avenida General Venâncio Flores. De acordo com a investigação, Tania havia acabado de sacar dinheiro em uma agência bancária quando foi abordada pelos criminosos. Ela reagiu e levou três tiros.
As investigações continuam para localizar e prender o suspeito identificado e descobrir quem é o segundo homem que participou do crime, informou a Polícia Civil.
Tania é pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2011, ela foi responsável pela descoberta do Cais do Valongo durante as obras de revitalização da Zona Portuária do Rio. O local se tornou um marco da memória da escravidão no Brasil.
Em 2023, a pesquisadora recebeu o prêmio internacional Hypatia Award, tornando-se a segunda brasileira a conquistar a distinção.