A nova Estação de Tratamento de Água ampliará a oferta em quase 9 milhões de litros por dia e deve reduzir dependência da represa São Pedro.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Queimados iniciou a construção da primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, na Baixada Fluminense. A nova unidade vai ampliar a oferta em quase 9 milhões de litros de água por dia e atender diretamente mais de 45 mil moradores, com previsão de conclusão em abril.

A obra começou em dezembro de 2025 e busca reduzir a dependência da represa São Pedro, manancial que abastece parte da cidade e sofre variações conforme o regime de chuvas. Dados de 2024 e 2025 indicam que, entre julho e setembro, a disponibilidade de água no sistema cai cerca de 20%, período marcado por clima mais seco.
– Essa obra tem como objetivo garantir o acesso à água para a população, especialmente em períodos de pouca chuva e de calor intenso, que têm se tornado cada vez mais recorrentes. Por isso, adotamos estratégias para diversificar as fontes de captação e promover qualidade de vida – explicou Felipe Esteves, diretor-executivo da concessionária.
A estação adotará o modelo de tratamento convencional. A água passará por floculadores, onde impurezas se agrupam, seguirá para decantadores e depois por filtros. Em seguida, receberá dosagens de coagulantes, alcalinizantes, cloro e flúor, etapas previstas no processo para consumo humano.
A construção da ETA se soma à implantação da primeira Estação de Tratamento de Esgoto da cidade. As obras integram o projeto de proteção da Bacia do Guandu, responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas no estado.
O projeto prevê a instalação de aproximadamente 700 quilômetros de redes e mais de 60 estações elevatórias em Queimados e Japeri, com investimento superior a R$ 640 milhões.
Zona Sudoeste
O pacote de mobilidade urbana para a Zona Sudoeste do Rio começou a sair do papel na segunda-feira. Com um investimento estimado em R$ 200 milhões, a prefeitura deu início à construção de uma nova rotatória no cruzamento das avenidas Ayrton Senna e Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. O trecho é um dos principais gargalos de retenção da região, especialmente no fluxo matutino de quem chega da Praia da Reserva.
O fundo é abastecido por contrapartidas de construtoras e pela transferência de potencial construtivo. Segundo o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), a iniciativa visa garantir que o adensamento da região venha acompanhado de infraestrutura. “Sabemos que obra gera transtorno, mas é um passo necessário para enfrentar o ‘para e anda’ que castiga a região todas as manhãs”, afirmou o parlamentar.
O plano de mobilidade foca em eliminar conflitos de tráfego e ampliar a capacidade viária em corredores estratégicos:
Rotatória Ayrton Senna x Lúcio Costa: Reorganização do fluxo para quem sai da Praia da Reserva, eliminando o cruzamento direto que causa retenções;
Ligação Canal de Marapendi x Av. Alda Garrido: Criação de uma via na margem do canal para servir de alternativa à Avenida Lúcio Costa, reduzindo a sobrecarga na Avenida das Américas (altura do Città América);
Agulhas da Ayrton Senna: Remodelação das entradas e saídas entre a Cidade das Artes e a Linha Amarela para garantir a continuidade da terceira faixa e maior fluidez;
Ponte do Arroio Fundo: Construção de uma nova estrutura na Avenida Ayrton Senna, ampliando de quatro para seis faixas de rolamento no sentido Linha Amarela;
Passagem Inferior no Barra Bali: No Recreio, uma nova pista sob a rotatória da Avenida Alfredo Baltazar da Silveira permitirá ligação direta com a Avenida das Américas, desafogando o Terminal BRT Recreio;
Passarela na Estação Asa Branca: Nova travessia para pedestres e reorganização de retornos e semáforos na chegada da Transolímpica à Avenida Salvador Allende.
A execução das obras atende a uma demanda do Legislativo. O financiamento via Fundo de Mobilidade Urbana foi a estratégia utilizada pela Câmara para evitar que o custo das intervenções recaísse apenas sobre o tesouro municipal, utilizando recursos das próprias operações imobiliárias na Barra e no Recreio.
Além das obras viárias, o planejamento prevê futuras etapas voltadas ao transporte público, como a conversão de corredores de BRT em VLT e a regulamentação do transporte aquaviário nas lagoas da região.