Rio de Janeiro, 24 de Fevereiro de 2026

Queimados inaugura primeira estação de tratamento de água

Nova ETA em Queimados aumentará oferta de água em 9 milhões de litros/dia, beneficiando 45 mil moradores e reduzindo dependência da represa São Pedro.

Terça, 24 de Fevereiro de 2026 às 14:34, por: CdB

A nova Estação de Tratamento de Água ampliará a oferta em quase 9 milhões de litros por dia e deve reduzir dependência da represa São Pedro.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Queimados iniciou a construção da primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, na Baixada Fluminense. A nova unidade vai ampliar a oferta em quase 9 milhões de litros de água por dia e atender diretamente mais de 45 mil moradores, com previsão de conclusão em abril.

Queimados inaugura primeira estação de tratamento de água | Nova estação de água beneficiará 45 mil moradores em Queimados
Nova estação de água beneficiará 45 mil moradores em Queimados

A obra começou em dezembro de 2025 e busca reduzir a dependência da represa São Pedro, manancial que abastece parte da cidade e sofre variações conforme o regime de chuvas. Dados de 2024 e 2025 indicam que, entre julho e setembro, a disponibilidade de água no sistema cai cerca de 20%, período marcado por clima mais seco.

– Essa obra tem como objetivo garantir o acesso à água para a população, especialmente em períodos de pouca chuva e de calor intenso, que têm se tornado cada vez mais recorrentes. Por isso, adotamos estratégias para diversificar as fontes de captação e promover qualidade de vida – explicou Felipe Esteves, diretor-executivo da concessionária. 

A estação adotará o modelo de tratamento convencional. A água passará por floculadores, onde impurezas se agrupam, seguirá para decantadores e depois por filtros. Em seguida, receberá dosagens de coagulantes, alcalinizantes, cloro e flúor, etapas previstas no processo para consumo humano.

A construção da ETA se soma à implantação da primeira Estação de Tratamento de Esgoto da cidade. As obras integram o projeto de proteção da Bacia do Guandu, responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas no estado.

O projeto prevê a instalação de aproximadamente 700 quilômetros de redes e mais de 60 estações elevatórias em Queimados e Japeri, com investimento superior a R$ 640 milhões.

Zona Sudoeste

O pacote de mobilidade urbana para a Zona Sudoeste do Rio começou a sair do papel na segunda-feira. Com um investimento estimado em R$ 200 milhões, a prefeitura deu início à construção de uma nova rotatória no cruzamento das avenidas Ayrton Senna e Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. O trecho é um dos principais gargalos de retenção da região, especialmente no fluxo matutino de quem chega da Praia da Reserva.

O fundo é abastecido por contrapartidas de construtoras e pela transferência de potencial construtivo. Segundo o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), a iniciativa visa garantir que o adensamento da região venha acompanhado de infraestrutura. “Sabemos que obra gera transtorno, mas é um passo necessário para enfrentar o ‘para e anda’ que castiga a região todas as manhãs”, afirmou o parlamentar.

O plano de mobilidade foca em eliminar conflitos de tráfego e ampliar a capacidade viária em corredores estratégicos:

Rotatória Ayrton Senna x Lúcio Costa: Reorganização do fluxo para quem sai da Praia da Reserva, eliminando o cruzamento direto que causa retenções;

Ligação Canal de Marapendi x Av. Alda Garrido: Criação de uma via na margem do canal para servir de alternativa à Avenida Lúcio Costa, reduzindo a sobrecarga na Avenida das Américas (altura do Città América);

Agulhas da Ayrton Senna: Remodelação das entradas e saídas entre a Cidade das Artes e a Linha Amarela para garantir a continuidade da terceira faixa e maior fluidez;

Ponte do Arroio Fundo: Construção de uma nova estrutura na Avenida Ayrton Senna, ampliando de quatro para seis faixas de rolamento no sentido Linha Amarela;

Passagem Inferior no Barra Bali: No Recreio, uma nova pista sob a rotatória da Avenida Alfredo Baltazar da Silveira permitirá ligação direta com a Avenida das Américas, desafogando o Terminal BRT Recreio;

Passarela na Estação Asa Branca: Nova travessia para pedestres e reorganização de retornos e semáforos na chegada da Transolímpica à Avenida Salvador Allende.

A execução das obras atende a uma demanda do Legislativo. O financiamento via Fundo de Mobilidade Urbana foi a estratégia utilizada pela Câmara para evitar que o custo das intervenções recaísse apenas sobre o tesouro municipal, utilizando recursos das próprias operações imobiliárias na Barra e no Recreio.

Além das obras viárias, o planejamento prevê futuras etapas voltadas ao transporte público, como a conversão de corredores de BRT em VLT e a regulamentação do transporte aquaviário nas lagoas da região.

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