Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Santander mantém sua projeção de crescimento, no novo mandato de Lula

A robustez do arcabouço institucional do país também foi apontada como um pilar fundamental para a manutenção dos negócios.

Quarta, 04 de Novembro de 2026 às 17:21, por: CdB

A robustez do arcabouço institucional do país também foi apontada como um pilar fundamental para a manutenção dos negócios.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

As garantias institucionais e a estabilidade econômica, no Brasil, têm assegurado um ambiente favorável ao aporte de capital estrangeiro. A opinião é da presidente-executiva do Grupo Santander, Ana Botín, ao comentar o cenário político e financeiro brasileiro durante o XXII Encontro Santander América Latina, nesta quarta-feira. Botín destacou a relevância das sinalizações emitidas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e reiterou o compromisso de investimento no país.

O Santander expandiu seus negócios para o setor de veículos e ampliou o financiamento
Santander reiterou o compromisso de investimento no Brasil

Ao avaliar a condução das diretrizes nacionais, Botín reforçou que as ações do Poder Executivo geram segurança ao setor financeiro internacional.

— O governo do presidente Lula deu demonstrações importantíssimas de confiança para os mercados: a independência do Banco Central — afirmou.

Para a banqueira espanhola, a autoridade monetária brasileira possui um nível de autonomia que a coloca em patamar de destaque mundial “igual ou mais independente que qualquer um de qualquer país desenvolvido”.

Sem dúvidas

A robustez do arcabouço institucional do país também foi apontada como um pilar fundamental para a manutenção dos negócios. A líder do conglomerado financeiro ressaltou que a divisão de poderes limita inflexões bruscas na condução do Estado.

Para Botín, “não há nenhuma dúvida de que o Brasil é um país que tem instituições muito sólidas”. Ela comparou o cenário brasileiro ao modelo observado nos Estados Unidos, onde a presença de diversos “freios e contrapesos” restringe a “margem de manobra para mudar, nem para o bem nem para o mal” por parte das gestões de turno.

Aposta

Ao comentar a oferta pública de aquisição (OPA) voluntária da filial brasileira da instituição, Botín esclareceu que o movimento estratégico representa uma aposta firme da matriz espanhola no desenvolvimento do Brasil.

— É uma aposta de médio prazo. Estamos falando de vários bilhões de dólares de investimento adicional no Brasil e creio que mostra a confiança que temos no país — adiantou.

Paralelamente às operações financeiras locais, a executiva analisou a conjuntura fiscal global.

— Para mim, o que está acontecendo com a parte fiscal no mundo, incluindo no Brasil, é algo que não abordamos corretamente em nenhum país, que é o fato de termos uma economia digital que tem estruturas, que ainda opera como na era industrial — concluiu.

 

Edições digital e impressa