Rubro-Negro aumenta pressão em prol da parceria com o mercado de apostas esportivas.
Por Redação, com CNN – do Rio de Janeiro
O Flamengo saiu na frente. De maneira individual, o Rubro-Negro entrou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a Medida Provisória do Governo que impõe o fim das bets no Brasil.

A medida foi a primeira vinda de um clube após a ação que contrariou interesses da maioria dos envolvidos no meio do futebol. A informação foi publicada pelo diário conservador carioca O Globo e confirmada pela reportagem da Itatiaia, que apurou ser um ato como “parte interessada”.
O Flamengo tem sido um dos críticos mais ferozes da MP das bets.
O patrocínio-máster do Rubro-Negro é de uma casa de apostas, a Betano, e o anterior também era de uma empresa do ramo, a PixBet.
Atualmente, o clube carioca embolsa R$ 268 milhões por temporada, provenientes do patrocínio com sua patrocinadora do segmento.
Confira nota oficial do Flamengo:
“O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que requereu ao Supremo Tribunal Federal seu ingresso, na qualidade de amicus curiae, na ADI nº 8.027/DF, que discute a constitucionalidade da Medida Provisória nº 1.394/2026.
O pedido foi formulado para que o Clube possa contribuir tecnicamente com o debate, a partir da perspectiva concreta de uma das instituições esportivas diretamente impactadas pela medida.
A manifestação do Flamengo busca levar ao STF elementos relacionados aos efeitos da Medida Provisória sobre o financiamento do esporte brasileiro, os contratos de patrocínio atualmente em vigor, a manutenção de modalidades olímpicas e de formação, bem como sobre a segurança jurídica das relações constituídas sob o regime legal até então vigente.
Medida
O Clube não pretende, com essa iniciativa, defender apenas um interesse contratual próprio. Sua participação tem por finalidade contribuir para que a Suprema Corte possa avaliar, de forma ampla, as consequências concretas da alteração legislativa para todo o ecossistema esportivo, especialmente diante da dimensão e da rapidez dos efeitos previstos pela Medida Provisória.
O Flamengo reafirma que não se opõe à regulação do setor, inclusive ao seu aperfeiçoamento, mas entende que mudanças dessa magnitude devem observar os princípios constitucionais da segurança jurídica, da proteção da confiança e do fomento ao esporte, além de considerar os impactos sobre contratos e investimentos realizados sob as regras estabelecidas pelo próprio Estado”.