O diretório local do PT aprovou, em maio, a ideia de construir candidatura própria. Mas a hipótese conta com chances ainda remotas, na visão de fontes no entorno do presidente.
Por Redação – de Belo Horizonte
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja visitar Minas Gerais nesta semana, onde deverá ampliar as conversas para a escolha de um candidato a governador no Estado. Os nomes já cogitados até o momento dividiram as opiniões dos aliados do líder petista.

O diretório local do PT aprovou, em maio, a ideia de construir candidatura própria. Mas a hipótese conta com chances ainda remotas, na visão de fontes no entorno do presidente. O mais provável é que Lula decida lançar o empresário Josué Gomes da Silva (PSB) ou se associar à já colocada pré-candidatura do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Corre por fora o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB).
Josué é filho do também empresário José Alencar, vice de Lula em seus dois primeiros governos. A família Alencar mantém uma relação antiga com Lula e é uma das principais pontes entre o petista e o setor privado. Também já foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Resistência
Já Gabriel Azevedo, hoje, reúne maior chance de encabeçar a aliança de apoio a Lula no Estado, segundo fontes próximas à direção nacional do PT, embora enfrente alguma resistência no diretório mineiro. A falta de um palanque competitivo, em Minas, situa-se entre os principais obstáculos na pré-campanha de Lula.
O presidente conta com uma boa votação no local para levar adiante os planos de reeleição. Minas é o segundo mais numeroso colégio eleitoral do país.
Antes desconhecido por petistas de fora de Minas Gerais, Azevedo ganhou força junto ao núcleo político mais próximo de Lula nas últimas semanas. Além do apoio de amigos do presidente, pesa a seu favor a capacidade de agregar ao menos mais um partido, o MDB, à chapa que apoiará a reeleição do presidente da República no Estado.
Crítica
Segundo petistas mineiros, ouvidos pela mídia conservadora, o presidente errou na construção política no Estado, e que a situação chegou em um ponto que só ele é capaz de resolver. Uma solução precisa ser costurada entre as direções estadual e nacional do PT; além do próprio presidente da República, adiantou o deputado Rogério Correia (PT-MG).
Aliados de Lula em Minas o criticam, reservadamente, por ter apostado tudo em uma candidatura de Pacheco. Isso interditou as negociações dentro do PT e com outras forças políticas por meses. No fim de maio, o senador confirmou publicamente que não disputará as próximas eleições.
— O ideal é que a gente tenha uma única candidatura desse campo progressista todo, que é o que a gente estava buscando com o (senador do PSB) Rodrigo Pacheco. Os instrumentos para isso não dependem só do diretório estadual — resumiu o deputado Rogério Correia (PT-MG).
Lula planeja viajar a Minas Gerais na sexta-feira. Embora a agenda não tenha sido confirmada, ainda, deverá incluir a inauguração de um hospital em Divinópolis.