A indefinição já estava começando a incomodar o Palácio do Planalto porque Minas é considerado um dos Estados decisivos na disputa presidencial.
Por Redação – de Brasília
O PT voltou à prancheta de projetos políticos, nesta quarta-feira, depois que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) indicou ao comando da legenda que desembarcou do plano de ser candidato ao governo de Minas Gerais, em 2026. A sinalização foi passada diretamente ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, com quem se reuniu a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta manhã.

A indefinição já estava começando a incomodar o Palácio do Planalto porque Minas é considerado um dos Estados decisivos na disputa presidencial. Sem um nome competitivo ao governo local, aliados de Lula avaliam que o presidente pode enfrentar dificuldades para estruturar um palanque robusto, no segundo maior colégio eleitoral do país.
Pacheco manteve o prazo para o fim deste mês para fazer o anúncio oficial sobre sua decisão, mas já teria indicado a interlocutores que avalia outras opções. Nos bastidores, cresce a especulação sobre uma possível indicação do senador para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Josué Alencar
A possível desistência do ex-presidente do Senado acelerou a movimentação de alternativas dentro da base governista em Minas. Um dos nomes que voltou ao radar do PT é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Ele, no entanto, tem dito que prefere concorrer a uma vaga no Senado.
Outra possibilidade analisada pelo entorno presidencial é a do empresário Josué Alencar, filiado ao PSB mineiro. Filho do ex-vice-presidente José Alencar, que integrou os governos Lula, o empresário passou a ser tratado como opção para encabeçar uma candidatura apoiada pelo Planalto.