Para o ano inteiro, o crescimento acima de 2% dependerá das taxas de juros, disse ele. A previsão ocorreu no mesmo dia em que a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projetou um crescimento de 2,3% para este ano.
Por Redação – de Brasília
Ministro da Fazenda, o economista Fernando Haddad afirmou, neste sábado, que a economia poderá crescer até 1% neste primeiro trimestre e sinalizou que a expansão para o ano inteiro dependerá da trajetória da taxa de juros, com as expectativas para o início da flexibilização monetária tendo sido obscurecidas pela escalada dos preços do petróleo. Haddad deverá deixar o ministério, na semana que vem, para concorrer ao governo do Estado de São Paulo.

Em uma entrevista ao site de notícias Opera Mundi, Haddad disse que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, possivelmente, entre 0,8% e 1,0% nos primeiros três meses do ano sobre o trimestre imediatamente anterior, impulsionado por medidas do governo para estimular o crédito e a demanda interna sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o ano inteiro, o crescimento acima de 2% dependerá das taxas de juros, disse ele. A previsão ocorreu no mesmo dia em que a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projetou um crescimento de 2,3% para este ano.
Inflação
Haddad disse estar menos preocupado com os indicadores fiscais do que com os custos dos empréstimos, que ele descreveu como um “freio de mão” na atividade, a despeito de o que ele classificou como a menor inflação acumulada em quatro anos.
A volatilidade dos preços do petróleo após o conflito entre EUA e Israel com o Irã e seu possível impacto inflacionário embaralhou as apostas do mercado sobre um esperado início de cortes dos juros na próxima semana.
Em janeiro, o Banco Central (BC) sinalizou que estava se movendo em direção à redução da taxa básica de juros neste mês, do patamar atual de 15%, seu nível mais alto em quase duas décadas, mantida estável desde julho passado. A atual conjuntura, no entanto, aponta agora na direção inversa.