As declarações do novo governo, principalmente quanto à política externa, no entanto, já causaram um estrago junto à diplomacia internacional.
Por Redação - de Brasília
Na primeira aparição internacional do novo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL), que deverá ocorrer no mês que vem, durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, os investidores saberão que o Mercosul não será mais o mesmo. Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, junto ao setor econômico do novo governo, Bolsonaro deverá, ainda, sair em defesa da reforma previdenciária ainda no primeiro semestre de 2019.
Bolsonaro disse que nomeou Ernesto Araújo por sua vida pregressa no Serviço Público
As declarações do novo governo, principalmente quanto à política externa, no entanto, já causaram um estrago junto à diplomacia internacional. Futuro chanceler do Brasil, o diplomata Ernesto Araújo já avisou que pretende retirar o país do Pacto Global de Migração. O documento é apoiado por mais de 160 países, entre eles o Brasil, mas não conta com as assinaturas dos EUA ou de Israel.
Acordo
Radicalmente contrário às determinações da centro-esquerda mundial, Bolsonaro tem deixado claro aos grandes investidores que posições baseadas “em ideologias” serão rechaçadas. Tem dito, ainda, que não tem certeza se integrar o Mercosul é bom ou ruim para o Brasil. Bolsonaro, no entanto, pretende encontrar a chanceler alemã, Angela Merkel, para retomar as negociações em torno de um possível acordo entre os países sul-americanos e a União Europeia.
Merkel, por sua vez, não escondeu a decepção com as posições de Bolsonaro e disse a parlamentares europeus que as negociações com o Mercosul seguem paralisadas. Segundo afirmou a chanceler alemã, o tempo está se esgotando e que o novo governo no Brasil sinalize na direção a liberar o entendimento entre os dois blocos comerciais.
Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes também afirmou que irá rever a posição brasileira quanto ao Mercosul e adiantou que a permanência no bloco não é prioridade para o novo governo. O economista recuou da posição inicial, mas deixa claro que Mercosul nunca funcionou como área de livre mercado e que seria mais lucrativo para o Brasil a construção de um acordo bilateral com a UE.