Organização criminosa é suspeita de envolvimento em crimes de receptação e lavagem de dinheiro. Mandados também são cumpridos em SP, MG e Tocantins.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil participou de uma operação nesta segunda-feira para desarticular uma organização criminosa interestadual suspeita de envolvimento em crimes como furto de cabos, lavagem de dinheiro e receptação, responsável por movimentar R$ 400 milhões.

No Estado do Rio, os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) na capital fluminense, em Nilópolis, em Mesquita e em Itaguaí. Há ainda ações em andamento em São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.
A DRF solicitou o sequestro de veículos e imóveis do grupo, e o bloqueio total dos seus ativos financeiros.
Segundo as investigações, a quadrilha possui “estrutura criminosa organizada e financeiramente sofisticada, com divisão clara de funções e atuação interestadual”, com divisão entre furtos, receptação de materiais e movimentação financeira.
De acordo com a Polícia Civil, os furtos ocorriam durante a madrugada, com apoio logístico de motocicletas, usadas como se fossem “batedores”, para monitorar a movimentação policial e bloquear vias, se necessário. Enquanto isso, os criminosos usavam caminhões para arrancar cabos subterrâneos.
Após a subtração, os criminosos transportavam os materiais para pontos específicos. Em seguida, os itens eram comercializados em ferros-velhos e empresas de reciclagem, previamente vinculadas ao grupo.
Por fim, a parte financeira atuava com a emissão de notas fiscais falsas, “para conferir aparência de legalidade às transações”, segundo a Polícia Civil. Os valores eram fragmentados por meio de transferências bancárias em sequência, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Divisão por núcleos
O núcleo estratégico era responsável pela liderança e coordenação das atividades criminosas, de acordo com as investigações. Havia, ainda, um núcleo operacional, responsável pelos furtos e pelo transporte.
O núcleo de receptação era formado por estabelecimentos responsáveis pela revenda do material. Já o núcleo financeiro tinha a atuação voltada para a lavagem de dinheiro, indicam as investigações.
Sozinho, o principal investigado teria movimentado R$ 97 milhões, valor incompatível com sua capacidade econômica declarada. Uma das empresas centrais do esquema registrou movimentação superior a R$ 90 milhões.