Investigadores buscavam menina de 12 anos que ficou grávida após ser vítima de estupro.
Por Redação, com ANSA – de Buenos Aires
Uma investigação policial iniciada após o desaparecimento de uma menina vítima de estupro de 12 anos revelou um cenário chocante na Argentina: uma clínica clandestina com indícios de práticas ilegais e restos mortais de fetos descartados de forma irregular em sacos de lixo.

O caso começou na província de Santiago del Estero, no norte do país, onde a adolescente e sua mãe haviam sido dadas como desaparecidas há dias. As autoridades suspeitavam que a menina, grávida de oito meses em decorrência de um abuso sexual cometido por seus dois primos, ambos foragidos, pudesse ter sido levada para realizar um aborto ilegal.
As investigações levaram a polícia até uma clínica particular localizada em Villa Ballester, na região metropolitana de Buenos Aires, a cerca de 1,1 mil quilômetros do local do desaparecimento.
No endereço, identificado como Clínica Santa Maria, os agentes foram inicialmente recebidos pelo diretor médico, que negou a presença da menina. No entanto, durante uma verificação no local, os policiais encontraram a jovem e sua mãe.
Segundo os investigadores, a menina já havia dado à luz, mas o paradeiro do recém-nascido é desconhecido. As autoridades trabalham com hipóteses que incluem um aborto clandestino de alto risco ou a possível entrega ilegal da criança a terceiros.
Clínica
A situação se agravou após uma inspeção mais detalhada na clínica. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, foram encontrados sacos de lixo contendo restos mortais de pelo menos oito fetos, alguns em estágio avançado de desenvolvimento e em condições que indicam possível desmembramento.
– Eles foram encontrados em sacos de lixo, sem refrigeração. Não agiram de acordo com a lei – declarou o promotor Santiago Bridoux, responsável pela investigação de abuso sexual em Santiago del Estero, sobre a descoberta dos fetos.
Bridoux explicou ainda que a polícia acredita que um dos fetos encontrados seja o que foi retirado do corpo da menina. Além disso, as autoridades suspeitam que um dos foragidos da Justiça tenha interferido no procedimento na tentativa de destruir o DNA, que poderia ser usado como prova contra ele.