Operação Senhor das Armas cumpre mandados em três cidades fluminenses, prende suspeito e investiga uso de documentos militares para aquisição ilegal de armamentos.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira, uma ofensiva contra o tráfico interestadual de armas de fogo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava no Estado e no Espírito Santo. As informações foram divulgadas pela própria corporação, por meio da sua assessoria de comunicação.

Batizada de Senhor das Armas, a operação é conduzida por agentes da 134ª DP (Campos dos Goytacazes) e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio, além dos municípios de Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes. No Espírito Santo, diligências ocorrem com o apoio da Polícia Civil local.
Até o momento, uma pessoa foi presa e um grande volume de armamentos e munições foi apreendido. O material, segundo os investigadores, reforça a suspeita de atuação estruturada da quadrilha no abastecimento ilegal de armas em diferentes regiões.
Documentos militares
De acordo com as investigações, o grupo utilizava documentos de integrantes do Exército Brasileiro para adquirir armamentos de forma fraudulenta. Os criminosos se passavam por membros das Forças Armadas e apresentavam autorizações legítimas para a compra de armas e munições.
Após a aquisição, o material bélico era desviado e distribuído ilegalmente em cidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, alimentando o mercado clandestino e fortalecendo atividades criminosas.
Quadrilha
A operação é resultado de um trabalho de inteligência que permitiu mapear a estrutura e a dinâmica do grupo. A partir dessas informações, os policiais conseguiram reunir indícios suficientes para solicitar as ordens judiciais cumpridas nesta quinta-feira.
Segundo a Polícia Civil, a ação tem como foco não apenas interromper o fluxo ilegal de armas, mas também reunir provas que contribuam para o avanço das investigações. A corporação busca identificar todos os envolvidos e aprofundar o entendimento sobre o alcance da organização criminosa.
As diligências seguem em andamento, e novas prisões não estão descartadas, conforme o desdobramento das apurações.