Rio de Janeiro, 29 de Abril de 2026

Oruam e familiares são alvos de nova operação da Polícia Civil

A Polícia Civil realiza nova fase da Operação Contenção, visando Oruam e sua família em investigação sobre lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.

Quarta, 29 de Abril de 2026 às 12:26, por: CdB

Trapper, mãe e irmão estão entre alvos de mandados por investigação sobre expansão e lavagem de dinheiro da facção.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, mais uma etapa da Operação Contenção, que tem como foco combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e desarticular a estrutura de lavagem de dinheiro ligada à facção. Entre os alvos estão o trapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, a mãe dele e um dos irmãos.

Oruam e familiares são alvos de nova operação da Polícia Civil | Oruam e sua mãe
Oruam e sua mãe

Equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) saíram para cumprir 12 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital. Lideranças do CV também estão na lista, incluindo Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, pai de Oruam, que já está preso.

Oruam é considerado foragido desde fevereiro, após descumprir regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica no processo em que responde por tentativas de homicídio. O caso está ligado a um episódio ocorrido em julho do ano passado, quando houve uma confusão envolvendo policiais na porta da residência dele, no Joá.

Além do artista, os agentes buscam cumprir mandados contra a empresária Márcia Gama, mãe de Oruam, e contra Lucca Nepomuceno, irmão do cantor.

Márcia já havia sido alvo de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada na ocasião. No início deste mês, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus a ela.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Operação

Segundo os investigadores, foi identificado um esquema estruturado de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. O modelo funcionava da seguinte forma: valores oriundos do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que distribuíam o dinheiro em contas de terceiros. Depois, esses recursos eram usados para pagar despesas, comprar bens e ocultar patrimônio, com o objetivo de dar aparência legal ao dinheiro ilícito.

As apurações também apontaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, reforçando a suspeita de origem criminosa dos valores. A polícia identificou ainda a atuação coordenada de diferentes integrantes, responsáveis por realizar transferências sucessivas para dificultar o rastreamento dos recursos.

Durante a investigação, foram encontrados diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como uma das principais lideranças do grupo, e um miliciano. As conversas indicam que Marcinho VP, continua exercendo influência dentro da facção, mesmo após anos preso.

Edições digital e impressa