Em nota, a polícia afirmou que o empresário “usava uma companhia de metais para repassar R$ 4,6 milhões a operador financeiro do traficante Antônio Ilário Ferreira, o ‘Rabicó“.
Por Redação – de São Paulo
Policiais civis do Rio de Janeiro capturaram o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como ‘Rei da Sucata’, na noite passada, em uma joalheria no shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista. Segundo os agentes, Alcântara é suspeito de utilizar uma estrutura empresarial de reciclagem para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Em nota, a polícia afirmou que o empresário “usava uma companhia de metais para repassar R$ 4,6 milhões a operador financeiro do traficante Antônio Ilário Ferreira, o ‘Rabicó“. A ação foi realizada em conjunto com o Grupo de Segurança Institucional do Ministério Público de Minas Gerais e contou com o apoio do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
As investigações, de acordo com a polícia, identificaram uma estrutura interestadual de movimentação e ocultação de recursos ligada a ‘Rabicó’, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Grande Rio.
Movimentações
O ‘Rei da Sucata’, de acordo com a polícia, consta de inquérito na ‘Operação Contenção’, iniciada em maio deste ano. Na ocasião, 24 pessoas foram presas. A polícia identificou movimentações financeiras superiores a R$ 453 milhões. Alcântara estava foragido desde então.
“Os recursos percorriam uma rede de empresas e pessoas interpostas antes de serem reinseridos na economia formal”, relata a Polícia Civil. O dinheiro oriundo do tráfico de drogas, diz a polícia, “não circulava apenas por contas diretamente ligadas aos integrantes da facção, mas também por negócios aparentemente regulares, especialmente dos setores de reciclagem, sucatas e metais”.
A prisão de Alcântara é resultado de cinco meses de investigações e monitoramento. Antes de retornar ao Brasil no início de outubro, o empresário chegou a viajar aos Estados Unidos, onde permaneceu foragido. O nome dele constava na lista de procurados da Interpol. A defesa do empresário não foi localizada até o fechamento dessa matéria.