Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Polícia israelense prende quatro ativistas por fraude eleitoral

Três dos quatro cidadãos presos nesta quarta-feira seriam diretores de escolas nas localidades de Tel Sheva e Segev Shalom.

Quinta, 29 de Outubro de 2026 às 11:37, por: CdB

Três dos quatro cidadãos presos nesta quarta-feira seriam diretores de escolas nas localidades de Tel Sheva e Segev Shalom.

Por Redação, com ANSA – de Jerusalém

A polícia israelense anunciou nesta quinta-feira a prisão de quatro ativistas do partido Ra’am, também chamado de Lista Árabe Unida, por suspeita de envolvimento em um esquema de suborno eleitoral.

Israel investiga interferência em eleições

Segundo comunicado publicado na rede social X, os detidos estão sendo interrogados pela unidade nacional de combate à corrupção, conhecida como Lahav 433.

Outros três indivíduos haviam sido detidos nesta manhã das eleições, em 27 de outubro, também no sul de Israel. De acordo com a imprensa, o partido Ra’am, atualmente liderado por Mansour Abbas, que defende os direitos à população árabe que vive em Israel, identificou os investigados como ativistas da legenda e negou as acusações.

Três dos quatro cidadãos presos nesta quarta-feira seriam diretores de escolas nas localidades de Tel Sheva e Segev Shalom.

A emissora pública israelense Kan informou que a investigação sobre a suposta corrupção eleitoral foi aberta há duas semanas, com base em dados de inteligência.

“Trata-se de uma investigação aberta há duas semanas, com base em informações de inteligência confiáveis. Sabemos que há algo irregular e estamos conduzindo uma apuração rigorosa para esclarecer totalmente o caso. A situação ficará mais clara nos próximos dias”, afirmou uma fonte da área de segurança à emissora.

Eleições

A investigação policial é distinta de outra apuração sobre uma suposta interferência do Qatar nas eleições israelenses, conduzida pelo Shin Bet, o serviço de segurança interna do país.

O caso também provocou manifestações políticas. Sami Abou Shahadeh, líder do partido Balad, integrante da chamada Lista Conjunta, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e acusou setores da direita israelense de estimular a hostilidade contra a população árabe.

– Um homem acusado de corrupção, fraude e quebra de confiança continua a incitar o ódio contra 20% dos cidadãos do país – escreveu Abou Shahadeh na rede social X.

O dirigente também contestou as alegações de corrupção eleitoral associadas ao debate político envolvendo o Likud, partido de Netanyahu, e afirmou que a extrema-direita não deveria conseguir anular o resultado das eleições por meio de acusações que considera infundadas.

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