O Corpo de Bombeiros, acionado por volta das 18h30, retomou nesta manhã o trabalho de resgate das vítimas e a investigação das causas do acidente, que pode ter sido causado por excesso de peso na estrutura do prédio.
Por Redação, com ABr – de São Paulo
O teto de um prédio de quatro andares desabou noite passada no Brás, bairro da região central da capital paulista, com 35 pessoas no local. A maioria funcionários que trabalhavam no momento do acidente. Foram contabilizados 27 feridos. O desabamento ocorreu na Rua Maria Joaquina e o imóvel abrigava a loja de roupas e tecidos Venom. Um estabelecimento vizinho, identificado como Clay Têxtil, também foi atingido e recebeu um auto de interdição logo depois do acidente.

O Corpo de Bombeiros, acionado por volta das 18h30, retomou nesta manhã o trabalho de resgate das vítimas e a investigação das causas do acidente, que pode ter sido causado por excesso de peso na estrutura do prédio. Segundo a corporação, oito das 35 pessoas no prédio conseguiram deixar o local por conta própria, enquanto as outras 27 foram retiradas pelas equipes de resgate. Quatro pessoas foram encaminhadas à UPA da Mooca, com ferimentos leves. Todas estavam em estado estável e sem risco de morte.
Escombros
Para atender à ocorrência, foram mobilizados 51 bombeiros e 17 viaturas, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Durante os trabalhos, equipes utilizaram cães farejadores para verificar a possibilidade de haver outras pessoas sob os escombros.
A capitã do Corpo de Bombeiros Karol Burunsizian disse a jornalistas que os cães apresentaram sinais de alerta durante a varredura. A possibilidade, no entanto, ainda não foi confirmada nem descartada. Os trabalhos foram interrompidos por volta da 1h deste sábado por conta de instabilidade do terreno e risco real e iminente de colapso de toda a estrutura.
Os bombeiros informaram que o imóvel não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente. O documento é necessário para comprovar que a edificação atende às normas de segurança contra incêndios e outras situações de risco.
As atividades foram retomadas na manhã deste sábado. Uma retroescavadeira da Prefeitura de São Paulo deve auxiliar na retirada dos escombros e na abertura de acesso à parte dos fundos da loja, permitindo a continuidade das operações em condições mais seguras para as equipes.