Rio de Janeiro, 04 de Janeiro de 2026

Planalto se pronuncia contra agressão dos EUA a Caracas

Presidente Lula classifica ataque militar dos EUA à Venezuela como violação do direito internacional e ameaça à soberania.

Sábado, 03 de Janeiro de 2026 às 17:35, por: CdB

Segundo o presidente, os acontecimentos configuram uma violação explícita de princípios fundamentais que regem as relações entre Estados soberanos.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Pouco antes de convocar uma reunião ministerial de emergência, na tarde deste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. O líder brasileiro classificou a ação como um grave desrespeito ao direito internacional e um risco direto à estabilidade global.

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O Palácio do Planalto critica o uso da força no continente latino-americano

Para o chefe de Estado brasileiro, os bombardeios em território venezuelano e o sequestro do presidente do país representam uma escalada inaceitável que ameaça a ordem internacional. A manifestação foi feita em uma postagem divulgada pelo próprio presidente Lula, na qual ele expressa a posição oficial do Brasil diante do episódio.

Segundo o presidente, os acontecimentos configuram uma violação explícita de princípios fundamentais que regem as relações entre Estados soberanos.

— Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional — afirmou Lula.

 

Multilateralismo

Na avaliação do presidente, ações dessa natureza abrem caminho para um cenário de instabilidade generalizada.

— Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo — acrescentou.

Lula destacou que a condenação ao uso da força está em consonância com a política externa historicamente adotada pelo Brasil. 

— A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões — concluiu.

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