Rio de Janeiro, 01 de Abril de 2026

PF analisa mais de 8 mil vídeos em celulares de Vorcaro

A Polícia Federal investiga mais de 8 mil vídeos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Análise avança com cautela em busca de evidências.

Quarta, 01 de Abril de 2026 às 13:59, por: CdB

Material apreendido inclui arquivos pessoais e profissionais; análise avança com cautela e pode abrir novas frentes na investigação.

Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília

A Polícia Federal identificou mais de 8 mil vídeos nos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material foi extraído de nove smartphones recolhidos em diferentes etapas da investigação e reúne conteúdos pessoais e profissionais, informa o diário conservador carioca O Globo.

PF analisa mais de 8 mil vídeos em celulares de Vorcaro | Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

Peritos envolvidos no caso afirmam que a análise é complexa devido ao grande volume de dados. Os arquivos vão de registros antigos a conteúdos recentes, exigindo triagem criteriosa para separar informações irrelevantes de possíveis evidências.

Triagem

Segundo pessoas com acesso ao processo, os especialistas têm isolado interações cotidianas e conteúdos pessoais antes de avançar sobre o que pode ter valor investigativo. Imagens de Vorcaro ao lado de políticos e autoridades também estão sendo analisadas.

Apesar disso, investigadores ressaltam que registros de presença em eventos ou encontros sociais, por si só, não configuram indícios de irregularidade. Por isso, o material precisa ser cruzado com outros elementos antes de qualquer conclusão.

Volume de dados

A expectativa é que, com o avanço da análise, novos caminhos de investigação surjam, inclusive a partir de dados ainda não identificados nas fases iniciais. O volume de arquivos é considerado um dos principais desafios do caso.

Preso desde 19 de março na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República. Investigadores avaliam que a colaboração pode trazer informações inéditas e ajudar a esclarecer pontos ainda pendentes.

Segundo fontes, a investigação segue em fase intermediária, com diversas frentes abertas. Medidas mais incisivas dependem da consolidação de provas robustas, para evitar fragilidades jurídicas e garantir consistência nas ações judiciais.

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