A iniciativa havia sido apresentada pelo grupo parlamentar de extrema direita Patriotas pela Europa e recebeu apenas 165 votos a favor, com 390 contrários, além de 10 abstenções.
Por Redação, com ANSA – de Bruxelas
O Parlamento da União Europeia rejeitou nesta quinta-feira uma moção de desconfiança contra a presidente do poder Executivo do bloco, Ursula von der Leyen, pela assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul.

A iniciativa havia sido apresentada pelo grupo parlamentar de extrema direita Patriotas pela Europa e recebeu apenas 165 votos a favor, com 390 contrários, além de 10 abstenções.
O texto pedia a demissão de Von der Leyen e de toda a Comissão Europeia por conta da assinatura do tratado entre Mercosul e UE, que enfrenta resistência da extrema direita no bloco, tradicionalmente aliada aos agricultores.
Grupo responsável pela moção
O grupo responsável pela moção inclui a italiana Liga, do vice-premiê Matteo Salvini, o francês Reunião Nacional, de Marine Le Pen, o húngaro Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, o português Chega e o espanhol Vox.
“O acordo UE-Mercosul constitui um ataque direto à segurança alimentar e à soberania europeias. Abre os nossos mercados a produtos que não cumprem as normas europeias em matéria de meio ambiente, saúde e bem-estar animal, expondo os agricultores e as comunidades rurais à concorrência desleal de importações produzidas em condições que seriam ilegais na Europa”, diz uma nota divulgada pelo grupo eurocético na semana passada.
Essa é a quarta vez que Von der Leyen sobrevive a uma tentativa de destituí-la nos últimos seis meses, todas por ampla maioria. Para ser aprovada, uma moção de censura precisa do apoio de pelo menos dois terços dos votantes no Parlamento da UE.