Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Parlamento europeu barra moção contra Von der Leyen sobre Mercosul

O Parlamento Europeu rejeitou moção de desconfiança contra Ursula von der Leyen, relacionada ao acordo Mercosul. Descubra os detalhes dessa votação.

Quinta, 22 de Janeiro de 2026 às 12:05, por: CdB

A iniciativa havia sido apresentada pelo grupo parlamentar de extrema direita Patriotas pela Europa e recebeu apenas 165 votos a favor, com 390 contrários, além de 10 abstenções.

Por Redação, com ANSA – de Bruxelas

O Parlamento da União Europeia rejeitou nesta quinta-feira uma moção de desconfiança contra a presidente do poder Executivo do bloco, Ursula von der Leyen, pela assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul.

Parlamento europeu barra moção contra Von der Leyen sobre Mercosul | Ursula von der Leyen durante sessão no Parlamento Europeu, em Estrasburgo
Ursula von der Leyen durante sessão no Parlamento Europeu, em Estrasburgo

A iniciativa havia sido apresentada pelo grupo parlamentar de extrema direita Patriotas pela Europa e recebeu apenas 165 votos a favor, com 390 contrários, além de 10 abstenções.

O texto pedia a demissão de Von der Leyen e de toda a Comissão Europeia por conta da assinatura do tratado entre Mercosul e UE, que enfrenta resistência da extrema direita no bloco, tradicionalmente aliada aos agricultores.

Grupo responsável pela moção

O grupo responsável pela moção inclui a italiana Liga, do vice-premiê Matteo Salvini, o francês Reunião Nacional, de Marine Le Pen, o húngaro Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, o português Chega e o espanhol Vox.

“O acordo UE-Mercosul constitui um ataque direto à segurança alimentar e à soberania europeias. Abre os nossos mercados a produtos que não cumprem as normas europeias em matéria de meio ambiente, saúde e bem-estar animal, expondo os agricultores e as comunidades rurais à concorrência desleal de importações produzidas em condições que seriam ilegais na Europa”, diz uma nota divulgada pelo grupo eurocético na semana passada.

Essa é a quarta vez que Von der Leyen sobrevive a uma tentativa de destituí-la nos últimos seis meses, todas por ampla maioria. Para ser aprovada, uma moção de censura precisa do apoio de pelo menos dois terços dos votantes no Parlamento da UE. 

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