Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o acordo foi assinado na capital do Paraguai. O país preside temporariamente, desde dezembro último, o bloco sul-americano.
Por Redação, com ABr – de Assunção
Foram 26 anos de negociação até a assinatura, neste sábado, do tratado entre Mercosul e União Europeia (UE). O acordo de livre comércio chega com potencial para integrar um mercado consumidor de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o acordo foi assinado em Assunção, no Paraguai. O país preside temporariamente, desde dezembro último, o bloco sul-americano. A cerimônia de assinatura teve início às 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
A solenidade contou com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não esteve presente ao encontro.
Benefícios
O Brasil foi representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera, porém, Lula recebeu Ursula von der Leyen no Palácio do Itamaraty, Centro do Rio de Janeiro, onde discutiram a aplicação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional.
Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas, entre outros benefícios mútuos.