Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

Agricultores europeus protestam contra acordo UE-Mercosul

Milhares de agricultores europeus protestam em Estrasburgo contra o acordo comercial UE-Mercosul, temendo impactos negativos no setor agropecuário.

Terça, 20 de Janeiro de 2026 às 11:45, por: CdB

Nesta quarta-feira, o Parlamento Europeu irá votar uma moção de desconfiança sobre o acordo comercial UE-Mercosul, assinado em 17 de janeiro, em Assunção.

Por Redação, com ANSA – de Paris

Milhares de agricultores franceses e outros europeus são esperados em Estrasburgo, na França, nesta terça-feira, para expressar rejeição ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul e “pressionar” os membros do Parlamento Europeu, que devem votar amanhã uma moção sobre o tratado.

Agricultores europeus protestam contra acordo UE-Mercosul | Agricultores europeus protestam em Estrasburgo contra acordo comercial UE-Mercosul
Agricultores europeus protestam em Estrasburgo contra acordo comercial UE-Mercosul

Três dias após a assinatura do pacto comercial entre a UE e países do bloco sul-americano no Paraguai, os agricultores europeus “não pretendem desistir”, disse à AFP Hervé Lapie, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos Agrícolas (Fnsea) na França.

Segundo a Fnsea, a estimativa é que haja 10 mil manifestantes e mais de 750 tratores somente da região francesa do Baixo Reno. Representantes de outras regiões do país e de nações vizinhas já estão em Estrasburgo, muitos com seus veículos agrícolas, em frente à sede parlamentar.

Nesta quarta-feira, o Parlamento Europeu irá votar uma moção de desconfiança sobre o acordo comercial UE-Mercosul, assinado em 17 de janeiro, em Assunção.

Parlamento Europeu

Caso o texto seja aprovado pela sessão plenária, a ratificação final do tratado pelo Parlamento Europeu poderá ser suspensa até que o Tribunal de Justiça da União Europeia emita uma decisão.

Além da França, Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia se opuseram ao pacto UE-Mercosul aprovado pelos Estados-membros na semana passada. Eles temem prejuízos para o setor agropecuário europeu.

A votação da moção em 21 de janeiro não tem relação com a ratificação final do Parlamento Europeu sobre o acordo como um todo, a qual deve ocorrer a partir de fevereiro. 

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