Rio de Janeiro, 24 de Fevereiro de 2026

Países criticam ações israelenses na Cisjordânia

Ministros de diversos países condenam as ações israelenses na Cisjordânia, que incluem a ampliação do controle sobre terras palestinas e a construção de assentamentos ilegais.

Terça, 24 de Fevereiro de 2026 às 11:30, por: CdB

A Cisjordânia é um dos territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente.

Por Redação, com Reuters – de Istambul

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, da França, Espanha, Turquia e de vários outros países condenaram as decisões israelenses que, segundo eles, incluem ampliações abrangentes do controle israelense ilegal sobre a Cisjordânia.

Países criticam ações israelenses na Cisjordânia | Brasil assina comunicado conjunto
Brasil assina comunicado conjunto

“As mudanças são de amplo alcance, reclassificando terras palestinas como supostas ‘terras estatais’ israelenses, acelerando a atividade ilegal de assentamentos e aprofundando ainda mais a administração israelense”, afirma comunicado conjunto, publicado na noite de segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Entre os outros países que assinaram a declaração estão a Arábia Saudita, o Egito e o Qatar, bem como os chefes da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica.

Em 15 de fevereiro, o gabinete de Israel aprovou novas medidas para reforçar o controle de Israel sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras pelos colonos, uma medida que os palestinos chamaram de “anexação de fato”.

Cisjordânia

A Cisjordânia é um dos territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente. Grande parte dela está sob controle militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.

A declaração conjunta afirma que os assentamentos e as decisões destinadas a promovê-los constituem “flagrante violação do direito internacional” e um passo em direção a uma “anexação de fato inaceitável”.

Os ministros dizem ainda no comunicado que as medidas também prejudicam os esforços feitos para a paz e a estabilidade na região e ameaçam qualquer perspectiva significativa de integração regional.

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