Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2026

Flotilha Global Sumud denuncia maus tratos pelas forças de Israel

Ativistas da Flotilha Global Sumud relatam agressões e maus tratos por forças israelenses durante tentativa de chegar à Faixa de Gaza.

Sexta, 01 de Maio de 2026 às 17:18, por: CdB

Os participantes da ação embarcaram em quatro ônibus com destino a uma área ainda não especificada pelas autoridades gregas.

Por Redação, com Ansa – de Creta, Grécia

Os cerca de 175 integrantes da Flotilha Global Sumud com destino à Faixa de Gaza, interceptados por forças israelenses em águas internacionais do Mediterrâneo, desembarcaram nesta sexta-feira, na ilha grega de Creta. O ativista brasileiro Thiago Ávila, no entanto, será interrogado por autoridades de Israel.

Flotilha Global Sumud denuncia maus tratos pelas forças de Israel | Integrantes da Flotilha Global Sumud foram agredidos por tropas israelenses, segundo nota pública
Integrantes da Flotilha Global Sumud foram agredidos por tropas israelenses, segundo nota pública

De acordo com a agência francesa de notícias AFP, os participantes da ação embarcaram em quatro ônibus com destino a uma área ainda não especificada pelas autoridades gregas.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que os ativistas Saif Abu Keshek e Thiago Ávila serão levados ao país para interrogatório. Eles são acusados de “ligação com uma organização terrorista” e de “atividades ilegais”, respectivamente.

 

Redes sociais

Ambos são figuras conhecidas no movimento de apoio à causa palestina e em protestos contra a ação militar israelense em Gaza. O brasileiro possui grande presença nas redes sociais e atua como ativista há cerca de 20 anos. Em comunicado, a Flotilha Global Sumud afirmou que os ativistas “sobreviveram a 40 horas de crueldade deliberada” a bordo de uma embarcação militar israelense.

“Eles foram privados de comida e água adequadas. Foram obrigados a dormir no chão, que foi deliberadamente e repetidamente inundado”, informou o grupo, acrescentando que alguns participantes relataram “narizes quebrados, costelas fraturadas e espancamentos”.

A nota também denunciou que Keshek e Ávila “ofereceram resistência pacífica” e que “a resposta foi pura violência”, incluindo “socos”, “chutes” e pessoas “arrastadas para o convés com as mãos amarradas nas costas”.

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