Rio de Janeiro, 23 de Julho de 2026

Congo supera mil mortes por ebola em meio à violência

O surto de Ebola, o ‌17º no Congo, foi declarado em ‌meados de maio, mas especialistas acreditam que as infecções já ⁠circulavam semanas antes.

Quinta, 23 de Julho de 2026 às 10:51, por: CdB

O surto de Ebola, o ‌17º no Congo, foi declarado em ‌meados de maio, mas especialistas acreditam que as infecções já ⁠circulavam semanas antes.

Por Redação, com Reuters – de Kinshasa

O ebola já matou mais de ‌mil pessoas na República Democrática do Congo, segundo dados oficiais, enquanto profissionais da saúde lutam para conter o surto em meio à violência de grupos militantes, ataques a clínicas e escassez generalizada de suprimentos.

Ebola já matou mais de mil pessoas no Congo

O número de casos confirmados de ebola aumentou para 2.536, ⁠informou o instituto de saúde pública do Congo na noite de ‌quarta-feira. O número de mortes ultrapassou a marca de mil, chegando a 1.033, acrescentou o instituto.

O surto de ebola, o ‌17º no Congo, foi declarado em ‌meados de maio, mas especialistas acreditam que as infecções já ⁠circulavam semanas antes.

Ele é causado pela rara cepa Bundibugyo, que apresenta uma taxa de letalidade de até 40%. Não há vacina aprovada.

Autoridades de saúde têm enfrentado a insegurança em todo o leste do Congo, epicentro do surto, onde atuam dezenas de grupos ‌armados.

Houve escassez de suprimentos básicos e ataques a unidades de saúde ‌por parte da população ⁠local. Alguns ⁠familiares em luto ficaram indignados com as restrições sanitárias que os impediram de ⁠enterrar seus entes queridos.

Alguns acreditam ‌em teorias da conspiração ‌de que o surto seria uma farsa.

O ebola se espalha por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Pode causar febre, vômito, diarreia e, ⁠em casos graves, hemorragias internas e externas.

Ao contrário da cepa Zaire, mais comum, não há vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa Bundibugyo.

Vacinas

Um pequeno número de vacinas e tratamentos experimentais está em análise, enquanto especialistas avaliam ‌se os medicamentos existentes contra o ebola podem ajudar contra a cepa Bundibugyo, uma possibilidade que, até o momento, é ⁠respaldada apenas por dados limitados em animais.

O Congo, que divulga números diariamente, informou que 63 novos casos e 34 mortes foram registrados desde o último relatório.

O surto se espalhou para o vizinho Uganda, mas as autoridades locais conseguiram manter o número de casos confirmados em 20.

Nenhum caso foi relatado em Uganda desde 22 de junho, e o último paciente com ebola no país recebeu alta em 16 de julho, dando início a uma contagem regressiva de 42 dias até que esse país da África Oriental possa ser declarado livre do vírus.

Edições digital e impressa