O balanço atualizado de óbitos foi divulgado pela polícia nepalesa nesta quinta-feira e ainda está destinado a aumentar.
Por Redação, com ANSA – de Nuwakot, no Nepal
O número de mortos pelas inundações repentinas no Nepal subiu para 359, enquanto mais de 900 pessoas seguem desaparecidas.

O balanço atualizado de óbitos foi divulgado pela polícia nepalesa nesta quinta-feira e ainda está destinado a aumentar. De acordo com a Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres, 910 indivíduos não foram encontrados até o momento, incluindo 517 turistas estrangeiros de mais de 30 países, 44 militares e 28 policiais.
Já a China soma três óbitos e 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, após o deslizamento que atingiu o posto de fronteira de Gyirong, no Tibete. No entanto, ainda não está claro se pode haver sobreposições nas contagens fornecidas pelos dois países.
A suspeita é de que a tragédia teria sido provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, cordilheira que abriga as montanhas mais altas do planeta.
Um enorme bloco de gelo teria se desprendido e arrastado uma massa de detritos, incluindo rochas, árvores e sedimentos, enquanto escorregava em direção ao vale do rio Bhote Koshi.
Essa avalanche primeiro impactou o posto de fronteira de Gyirong, como documentado por imagens impressionantes de câmeras de segurança no local, que mostram a lama encobrindo construções e derrubando um estacionamento.
A massa de detritos seguiu montanha abaixo e provocou a cheia repentina do Bhote Koshi, que encobriu diversos vilarejos nepaleses com um mar de lama. Muitas pessoas sequer tiveram tempo de fugir.
Geleira
O colapso da geleira foi tão forte a ponto de provocar uma atividade sísmica — inicialmente, acreditava-se que esse terremoto estaria na origem do evento.
Em telegrama enviado ao Nepal nesta quinta-feira, o papa Leão XIV disse ter ficado “entristecido” ao saber da “perda de vidas e da devastação” causadas pelas enchentes.
“Ao confiar as almas dos falecidos à misericórdia do Todo-Poderoso, Sua Santidade expressa suas sinceras condolências aos enlutados, assegurando sua proximidade espiritual àqueles afetados por essa tragédia”, diz o texto, que é assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.
“Oferecendo também orações pelas equipes de emergência empenhadas nos trabalhos de resgate, ele invoca sobre todos a assistência e a proteção divinas”, conclui o telegrama.