Seis pessoas são denunciadas por organização criminosa e quatro têm prisão preventiva cumprida pelo Gaeco.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira, uma operação contra os responsáveis por um bingo clandestino que funcionava no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital. Segundo a investigação, o estabelecimento teria ligação com os bicheiros Rogério de Andrade e seu filho, Gustavo de Andrade.

Ao todo, seis pessoas foram denunciadas por organização criminosa. Quatro delas foram alvo de mandados de prisão preventiva, cumpridos nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Taquara.
A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital.
De acordo com o Ministério Público, a apuração teve origem em um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pelo Gaeco e apontou que os acusados administravam o Espaço Classe A Recreio, apontado como local de exploração ilegal de jogos de azar.
As investigações indicam que Ana Paula Alexandre Novello e Francesco Novello Neto atuavam como administradores do estabelecimento. O Ministério Público destaca que o bingo movimentava alto volume de dinheiro diariamente e causava prejuízo financeiro aos frequentadores.
Também foram denunciados o gerente Thiago Perdomo Magalhães, conhecido como Batata, e o supervisor Marconi da Silva Borba.
Outros dois investigados, Ruy Orlando Rocha Monteiro e Roberto Nogueira Figueiredo, são apontados como responsáveis por atrair clientes e auxiliar na operação das máquinas, função conhecida como “atracadores”.
Operação Calígula
A nova ação é um desdobramento da Operação Calígula, deflagrada em 2022 contra a organização criminosa comandada por Rogério e Gustavo de Andrade. Segundo o Ministério Público, a análise do material apreendido naquela fase continua revelando novos integrantes e ramificações do grupo.