Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Netanyahu diz que copiloto tentou derrubar voo para Israel

Segundo ele, "o agressor passou por um processo de radicalização islâmica".

Sexta, 02 de Outubro de 2026 às 15:03, por: CdB

Segundo ele, “o agressor passou por um processo de radicalização islâmica”.

Por Redação, com ANSA – de Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira estar convencido das evidências que mostram que a intenção do copiloto omani era “derrubar o avião” que saiu de Dubai rumo a Tel Aviv na quarta.

Ataque contra piloto ocorreu em voo de Dubai a Tel Aviv

Segundo ele, “o agressor passou por um processo de radicalização islâmica”. “Estamos investigando se ele [o copiloto] foi enviado por alguém, e quem quer que o tenha enviado pagará um preço muito alto”, declarou Netanyahu em um vídeo divulgado por seu gabinete.

O premiê ainda exaltou o passageiro israelense “Yaniv e seus heroicos companheiros que impediram uma catástrofe como a de 11 de setembro”.

Na quinta-feira, o omani foi transferido de Tabuk, na Arábia Saudita, onde a aeronave fez um pouso de emergência, para Dubai, nos Emirados Árabes. Dadas as boas relações de Israel com o país, isso permite uma maior cooperação com os investigadores da nação judaica.

FlyDubai

Na quarta, o voo da FlyDubai que seguia de Dubai para Tel Aviv foi desviado para a Arábia Saudita após o copiloto atacar o comandante da aeronave, o indiano Smit Machchhar, com um canivete.

Durante o voo, o avião transmitiu inicialmente o código de emergência 7700, utilizado para indicar uma situação de emergência geral. Em seguida, o transponder passou a emitir o código 7500, associado a suspeita de sequestro ou interferência ilegal na aeronave. Pouco depois, o código voltou a 7700.

A sequência de sinais provocou uma resposta de segurança em Israel. De acordo com autoridades israelenses, caças da Força Aérea foram acionados diante da possibilidade de uma ameaça à aeronave, que chegou a perder cerca de 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos durante o episódio, antes de seguir para o pouso em Tabuk.

Nesta sexta, Machchhar revelou detalhes da agressão em uma videochamada com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

– Estava lutando pela minha vida. Percebi que, se não demonstrasse coragem, 170 passageiros morreriam – relatou o piloto, que, em meio aos golpes, abriu a porta da cabine e, com a ajuda de membros da tripulação e de alguns passageiros para conter o agressor, conseguiu aterrissar o avião em segurança na Arábia Saudita. 

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